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Na graduação, ele capinava cana e limpava lavoura de soja como boia-fria para bancar transporte e contas, e hoje o ex-menino do interior do Paraná é vice-reitor de uma universidade federal
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/08/2026 às 23:36
Atualizado em 21/08/2026 às 23:49
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Renato Nataniel Wasques, de 37 anos, saiu de infância marcada pelo trabalho rural no interior do Paraná para ocupar a vice-reitoria da Universidade Federal de Rondonópolis, em Mato Grosso. Filho de trabalhadores rurais sem escolarização, estudou em São João do Ivaí e atribui à educação papel decisivo em sua trajetória.
Renato Nataniel Wasques, de 37 anos, chegou à vice-reitoria da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), em Mato Grosso, depois de uma infância vivida em propriedades rurais do interior do Paraná. Natural de Barbosa Ferraz, ele cresceu trabalhando no campo e enfrentando uma rotina com poucos recursos materiais.
Segundo publicação do Canal HP, a trajetória do atual vice-reitor passou por Barbosa Ferraz e São João do Ivaí antes de chegar à gestão de uma universidade federal. Filho de Guerino Wasques e Maria Aparecida Wasques, trabalhadores rurais que não tiveram acesso à escola, Renato relaciona parte importante de sua formação às experiências familiares e à educação que recebeu no Paraná.
Renato viveu até os 13 anos em um sítio próximo ao Distrito de Pocinho
Renato nasceu em Barbosa Ferraz, no Paraná, e permaneceu até os 13 anos em um sítio localizado a aproximadamente quatro quilômetros do Distrito de Pocinho.
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A casa onde a família vivia era de madeira e não tinha banheiro nem geladeira. Para estudar, os deslocamentos eram feitos a pé, de bicicleta ou a cavalo, de acordo com as possibilidades da rotina no campo.
Pais eram trabalhadores rurais e não tiveram acesso à escola
Guerino Wasques e Maria Aparecida Wasques, pais de Renato, trabalhavam no meio rural e não tiveram oportunidade de frequentar a escola.
Renato afirma que a origem familiar permanece como referência mesmo depois da chegada à universidade. “Tenho profundo orgulho da minha história. Ela é fonte permanente de motivação, equilíbrio e gratidão”, declarou.
Ainda criança, ele trabalhava nas lavouras de milho, algodão, arroz e café
O contato com o trabalho rural começou cedo. Renato ajudava nas lavouras de milho, algodão, arroz e café ainda durante a infância, participando da rotina de trabalho da família.
A atividade no campo fazia parte das necessidades daquele período. A experiência acompanhou os primeiros anos de sua formação antes da mudança para São João do Ivaí.
São João do Ivaí virou sua casa entre 2002 e 2010
Renato viveu oito anos em São João do Ivaí, entre 2002 e 2010. Nesse período, morou em fazendas localizadas nas proximidades do Porto Luar e da região da Água da Glória.
A mudança marcou uma etapa importante de sua trajetória escolar. Foi no município que ele concluiu fases decisivas da educação básica antes de seguir adiante nos estudos.
Ensino Fundamental foi concluído em 2002
Renato estudou no Colégio Estadual Arthur de Azevedo, instituição à qual atribui importância em sua formação.
No colégio, ele concluiu o Ensino Fundamental em 2002. A escola e os profissionais que encontrou durante essa fase permaneceram entre as referências mencionadas por ele ao recordar sua trajetória.
Ensino Médio terminou três anos depois, em 2005
O mesmo Colégio Estadual Arthur de Azevedo acompanhou Renato também na etapa seguinte. Em 2005, ele concluiu o Ensino Médio.
A passagem pela escola ocorreu enquanto ele ainda vivia em São João do Ivaí. Renato permaneceu no município até 2010, completando oito anos de vínculo com a região.
Professora Nádia Vilas Bôas Stuani teve papel decisivo na formação
Entre os profissionais da educação lembrados por Renato está a professora Nádia Vilas Bôas Stuani.
Ele faz questão de destacar o papel da professora em sua trajetória e registra a importância dos educadores e da escola na formação que recebeu em São João do Ivaí.
Aos 37 anos, Renato chegou à vice-reitoria da Universidade Federal de Rondonópolis
A trajetória que começou em uma casa de madeira no interior do Paraná chegou à Universidade Federal de Rondonópolis, no Mato Grosso, onde Renato ocupa atualmente o cargo de vice-reitor.
Aos 37 anos, ele leva para a gestão universitária uma história construída entre Barbosa Ferraz, São João do Ivaí e diferentes etapas da educação. O próprio Renato mantém a origem rural como uma referência pessoal e afirma ter profundo orgulho do caminho percorrido.
Para você, a trajetória de Renato mostra o peso que a escola e os professores podem ter na vida de estudantes vindos de famílias sem acesso anterior à educação formal? Deixe sua opinião nos comentários.
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Renato Nataniel Wasques
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

