O ex-secretário de Estado de Saúde e médico Pedro Pascoal defendeu, durante entrevista ao programa Bar do Vaz, nesta quinta-feira (13), o modelo de atendimento adotado pelo Hospital Santa Juliana e destacou a importância da unidade para a rede pública de saúde do Acre.
Segundo Pascoal, o hospital presta um serviço suplementar ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do terceiro setor e pode servir de referência para a ampliação da oferta de serviços especializados em outras regiões do estado, como o Alto Acre.
“Como eu já falei no começo, o Santa Juliana é um serviço suplementar, é o terceiro setor, é uma terceirização que funciona e que é referência para muita gente. É um hospital que já faz parte do SUS do Acre, apesar de ser filantrópico.”
Modelo poderia ser levado ao Alto Acre
O ex-secretário afirmou que a proposta discutida durante sua gestão para a região do Alto Acre seguia uma lógica semelhante à adotada em Cruzeiro do Sul, utilizando serviços do terceiro setor para ampliar a oferta de atendimento especializado à população.
“Era esse modelo que a gente estava propondo para Brasileia. Ninguém ia inventar a roda. Na verdade, era o modelo de Cruzeiro do Sul que seria replicado em Brasileia.”
Pascoal cita pagamentos ao hospital
Ao comentar a relação financeira entre o Governo do Acre e o Hospital Santa Juliana, Pascoal afirmou que os dados disponíveis no Portal da Transparência demonstravam regularidade nos pagamentos durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
Segundo ele, os repasses mensais chegaram a valores entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, mas teriam apresentado redução nos meses que antecederam sua saída da secretaria.
“Se você puxar o histórico lá no Portal da Transparência, hoje a informação está na palma da mão. Você vai ver uma regularidade de pagamento. O valor era muito alto, em média de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões por mês. Nos últimos três ou quatro meses, nós estávamos vendo uma queda no valor do pagamento.”
Pascoal também afirmou que mais de R$ 50 milhões haviam sido pagos ao hospital e que aproximadamente R$ 41 milhões desse montante teriam sido repassados durante sua gestão.“Desses R$ 50 milhões, R$ 41 milhões foram pagos na nossa gestão, até o dia 2 de abril, que era o período em que eu estive à frente da secretaria.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

