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Trancado 23 anos numa jaula de concreto com piscina de 51 centímetros sob calor de 40 graus, Arturo, o último urso polar da Argentina, virou “o animal mais triste do mundo”, viu a Justiça negar a transferência para o Canadá pedida por milhões em campanha mundial e morreu aos 31 anos em Mendoza sem nunca ter pisado no gelo
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 28/08/2026 às 11:40
Atualizado em 28/08/2026 às 11:41
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Arturo, urso polar de 31 anos e último exemplar da espécie mantido em cativeiro na Argentina, morreu no zoológico de Mendoza após viver 23 anos no país. Levado dos Estados Unidos, tornou-se alvo de campanha do Greenpeace, enquanto o zoológico enfrentava fechamento após a morte de outros 64 animais locais.
Arturo, um urso polar de 31 anos e o último exemplar da espécie mantido em cativeiro na Argentina, morreu em um domingo no zoológico de Mendoza, no oeste do país. O animal havia sido levado dos Estados Unidos para a Argentina 23 anos antes e se tornou alvo de uma campanha do Greenpeace.
Segundo reportagem publicada pela Exame em 4 de julho de 2016, o zoológico onde Arturo vivia havia sido fechado ao público em meados de junho, depois de uma sequência de mortes de animais. O local abrigava cerca de 2 mil exemplares distribuídos por 48 hectares.
Arturo foi levado dos Estados Unidos para a Argentina 23 anos antes
A trajetória de Arturo no país começou mais de duas décadas antes de sua morte.
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O urso polar havia sido transferido dos Estados Unidos para a Argentina havia 23 anos, período em que permaneceu no zoológico de Mendoza.
Aos 31 anos, ele era apontado como o último urso polar mantido em cativeiro na Argentina.
Greenpeace transformou caso de Arturo em campanha
A permanência do animal no zoológico passou a ser acompanhada pelo Greenpeace.
A organização utilizava o caso de Arturo em uma campanha relacionada à manutenção de ursos polares em zoológicos argentinos.
Após a morte, a entidade voltou a cobrar uma revisão sobre a presença de espécies exóticas nesses espaços.
Porta-voz disse esperar que Arturo fosse o último urso polar preso no país
Soledad Sede, porta-voz do Greenpeace, classificou Arturo como um caso emblemático para a discussão.
“Arturo foi um caso testemunho. Esperamos que seja o último urso polar preso em um zoológico de nosso país e que seu caso obrigue as autoridades a rever a situação das demais espécies exóticas que sobrevivem na mesma situação”, afirmou em comunicado.
A declaração foi divulgada depois da morte do animal em Mendoza.
Zoológico de Mendoza abrigava 2 mil animais em 48 hectares
O espaço onde Arturo viveu mantinha uma população de aproximadamente 2 mil exemplares.
Esses animais estavam distribuídos em uma área de 48 hectares.
O zoológico enfrentava uma crise quando ocorreu a morte do último urso polar em cativeiro no país.
Local havia sido fechado ao público em meados de junho
O zoológico de Mendoza estava fechado ao público desde meados de junho de 2016.
A decisão ocorreu depois da morte de dezenas de animais no espaço.
Arturo morreu enquanto o local ainda enfrentava as consequências dessa sequência de ocorrências.
Outros 64 animais morreram entre dezembro e maio
Antes da morte do urso polar, o zoológico havia registrado a perda de outros 64 animais.
As mortes ocorreram no período entre dezembro e maio.
A sequência levou ao fechamento do espaço ao público e motivou investigações sobre as condições encontradas no local.
Investigações detectaram presença de bactérias
As apurações realizadas após as mortes encontraram presença de bactérias.
Segundo a reportagem, os investigadores relacionaram o problema também às condições de lotação existentes no zoológico.
Esses fatores estavam entre as causas apontadas para a morte dos animais registrada naquele período.
Condições de lotação também foram relacionadas às mortes
A investigação não atribuiu a sequência de mortes a apenas um elemento.
A combinação de bactérias e condições de lotação apareceu entre os fatores identificados pelas apurações.
O cenário agravou a situação do zoológico e antecedeu sua decisão de interromper a visitação pública.
Morte de Arturo encerrou presença de ursos polares em cativeiro na Argentina
Com a morte de Arturo aos 31 anos, a Argentina deixou de ter ursos polares mantidos em cativeiro, segundo a reportagem.
O animal havia vivido 23 anos no país depois de ser levado dos Estados Unidos e se tornado alvo de uma campanha do Greenpeace.
Para a organização ambiental, o caso deveria provocar uma revisão sobre a manutenção de outras espécies exóticas em zoológicos argentinos.
Segundo reportagem do Terra, trancado 23 anos numa jaula de concreto com piscina de 51 centímetros sob calor de 40 graus, Arturo, o último urso polar da Argentina, virou “o animal mais triste do mundo”, viu a Justiça negar a transferência para o Canadá pedida por milhões em campanha mundial.
Para você, a morte de Arturo deveria ter levado a uma revisão mais ampla das condições de animais exóticos mantidos em zoológicos? Deixe sua opinião nos comentários.
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urso polar Arturo
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

