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Família percebeu em junho de 2014 afundamento no quintal, pensou que era um simples buraco e descobriu um poço de mina abandonada tão perigoso que o governo canadense gastou cerca de 70 mil dólares e despejou cinco cargas e meia de concreto para fechar a boca do túnel
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 10/09/2026 às 09:06
Atualizado em 10/09/2026 às 09:07
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Em Hanmer, na região de Sudbury, em Ontário, o solo cedeu no quintal de uma família que acionou o Ministério do Desenvolvimento do Norte e Minas em 11 de junho de 2014. O provável poço exploratório de cobre dos anos 1920 não constava no banco de 323 minas abandonadas conhecidas
Uma família de Hanmer, na região de Sudbury, em Ontário, no Canadá, viu o solo ceder no quintal em junho de 2014 e descobriu que o que parecia um buraco era um poço de mina abandonado, provavelmente aberto na década de 1920 para procurar cobre. O governo provincial arcou com cerca de 70 mil dólares para o conserto, e a solução foi despejar cinco cargas e meia de concreto no vão até estabilizar a área, sob uma política do ministério para minas abandonadas.
As informações foram publicadas pelo site Sudbury.com em 15 de julho de 2014, em reportagem de Darren MacDonald, com declarações de Lesley Cooper, gerente de reabilitação e conformidade de minas do Ministério do Desenvolvimento do Norte e Minas, e de Guido Mazza, diretor de serviços de construção da cidade.
Solo cedeu no quintal e o “buraco” era um poço de mina
A família foi surpreendida quando o solo cedeu no quintal, revelando os vestígios de um poço de mina abandonado. O susto, segundo o Sudbury.com, foi no mês anterior à publicação, em junho de 2014.
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Os moradores pediram que os nomes não fossem divulgados, para que ninguém procurasse a casa, violando a privacidade deles e potencialmente colocando-os em perigo.
11 de junho de 2014: ministério acionado e equipes no mesmo dia
Lesley Cooper contou que o proprietário entrou em contato com o ministério em 11 de junho. Funcionários foram enviados no mesmo dia.
As equipes da prefeitura isolaram a área com uma cerca, depois reforçada pelo ministério. O problema foi tratado conforme a política provincial para minas abandonadas.
Cerca da prefeitura, reforço do ministério e Universidade Laurentian no laudo
Guido Mazza disse que a cidade trabalhou com especialistas em solo e rocha da Universidade Laurentian. Eles ajudaram a determinar que a propriedade havia sido usada para mineração em algum momento.
Os especialistas também garantiram que a casa não corria risco de desabar. Mazza e Cooper elogiaram a cooperação entre prefeitura e ministério para resolver o caso da forma mais rápida e segura possível.
“É como um tornado atingindo a cidade”: o poder de proibir a ocupação
“É como um tornado atingindo a cidade”, disse Mazza. “A primeira coisa que fazemos é, como chefe do departamento de construção, entrar e garantir a segurança pública. Temos o poder de proibir a ocupação, se necessário.”
A interdição não chegou a ser aplicada, já que o laudo descartou risco de desabamento da casa.
Poço exploratório de cobre dos anos 1920, cavado a “picareta e machado”
A hipótese mais provável é que a área afetada era um poço exploratório de cobre da década de 1920. Hoje a exploração usa perfuração e técnicas modernas, mas, segundo Mazza, naquela época consistia em cavar uma possível veia de minério com uma “picareta e um machado” para ver aonde ela levava.
Não há indícios de que uma mina tenha entrado em operação no local. “Acreditamos que seja apenas um poço localizado que foi abandonado e, por algum motivo, não foi incluído no banco de dados do ministério”, disse Mazza.
Fora do banco de dados: “Não temos nenhum registro de que tenha sido uma mina”
A propriedade não está no banco de dados de minas abandonadas do ministério. Cooper disse ser provável que algum trabalho de exploração tenha sido feito ali.
“Não temos nenhum registro de que tenha sido uma mina, mas é o que acreditamos que tenha sido. Certamente não parece ter sido um evento natural”, afirmou.
Pilar de coroamento: a camada de rocha que afinou até ceder
O terreno estava coberto pelo que se chama de pilar de coroamento, uma fina camada de rocha, explicou Cooper.
“E com o tempo, essa rocha tornou-se instável, ficando cada vez mais fina, até não conseguir mais suportar o peso”, disse. Com o solo muito instável para uma imagem exata do subsolo, a área afetada parece limitada à propriedade, da frente da garagem até o quintal.
Cinco cargas e meia de concreto e cerca de 70 mil dólares pagos pela província
“Então, basicamente, preenchemos o buraco com concreto”, resumiu Cooper. Foram cinco cargas e meia, até a área ficar segura.
A província arcou com os cerca de 70 mil dólares do conserto. “Agora que o solo se estabilizou, o ministério está trabalhando para confirmar isso”, acrescentou ela.
Direitos minerais são da 749549 Ontario Ltd., e a província pode cobrar
Os direitos minerais da propriedade não pertencem aos moradores, e sim à 749549 Ontario Ltd., empresa que não atua no ramo da mineração, segundo Cooper.
Pelas normas provinciais, o dono dos direitos minerais responde pelos custos de remediação, mas a província pode intervir se ele não puder pagar ou providenciar o trabalho rapidamente, e depois buscar recuperar os valores.
323 minas abandonadas em Sudbury, e a primeira do tipo desde 1993 para Mazza
Existem 323 minas abandonadas conhecidas somente na região metropolitana de Sudbury. Ainda assim, Mazza disse nunca ter lidado com uma situação assim.
“Estou aqui desde 1993 e esta é a primeira vez que isso acontece no meu departamento. Isso não ocorre com frequência porque, graças ao banco de dados, as minas abandonadas estão bem documentadas em toda a Bacia (de Sudbury)”, afirmou.
Em julho de 2014, equipes seguiam no local até confirmar a estabilidade
Quando a reportagem foi publicada, em 15 de julho de 2014, o concreto já havia sido despejado e o solo estava estabilizado, mas as equipes permaneciam no local até ter certeza de que o problema fora resolvido e o terreno estava firme.
A família seguia na casa, com a identidade preservada, e a província avaliava a recuperação dos cerca de 70 mil dólares junto à dona dos direitos minerais.
Na sua opinião, o governo fez certo em pagar os 70 mil dólares primeiro e cobrar a dona dos direitos minerais depois, ou o custo de fechar um poço de mina esquecido dos anos 1920 deveria ficar com quem detém esses direitos desde o início? Deixe sua opinião nos comentários.
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poço de mina abandonada no quintal Sudbury concreto
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

