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Garimpeiros de Pedra Azul, em Minas, arrancam do solo por volta de 1980 um cristal de água-marinha de quase 1 metro e cerca de 45 quilos que se parte em três na retirada, e o maior pedaço vira o obelisco Dom Pedro, de 10.363 quilates, a maior água-marinha lapidada do mundo, hoje exposta no Smithsonian
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 07/09/2026 às 19:27
Atualizado em 07/09/2026 às 19:28
Ciência e Tecnologia
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Extraída em Minas Gerais na década de 1980, a água-marinha Dom Pedro nasceu de um cristal bruto de cerca de 45 quilos que se partiu em três. A maior porção, com pouco menos de 30 quilos, foi lapidada em obelisco de 36 centímetros e doada ao Smithsonian para exposição permanente.
A água-marinha Dom Pedro teve origem em um cristal bruto extraído de uma mina de Minas Gerais na década de 1980 e que pesava cerca de 45 quilos. Durante sua trajetória, o cristal acabou dividido em três partes, e o maior fragmento, com pouco menos de 30 quilos, deu origem à peça lapidada em formato de obelisco.
Segundo reportagem do Terra, publicada em 6 de dezembro de 2012 e atualizada em 7 de dezembro do mesmo ano, com informações da agência EFE, a gema foi doada por um casal americano ao Museu Nacional de História Natural, em Washington, instituição ligada ao Smithsonian, para integrar sua exibição permanente.
Cristal bruto pesava cerca de 45 quilos
O material encontrado em Minas Gerais tinha dimensões muito superiores às da peça que posteriormente chegou ao museu.
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Paulo Nogueira
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Segundo o curador Jeffrey Post, o cristal original pesava aproximadamente 45 quilos quando foi extraído da mina.
A peça, porém, acabou se rompendo em três partes.
Maior fragmento tinha pouco menos de 30 quilos
Dos três pedaços resultantes, o maior pesava pouco menos de 30 quilos.
Foi justamente essa porção que serviu como matéria-prima para a criação do Dom Pedro.
O processo de lapidação reduziu consideravelmente o peso até chegar à forma final apresentada no museu.
Dom Pedro foi esculpido no formato de obelisco
A gema recebeu uma lapidação bastante diferente da forma bruta original.
O cristal foi trabalhado em formato de obelisco, transformando o grande fragmento de água-marinha em uma peça vertical destinada também à contemplação.
A fonte descreve o Dom Pedro como a maior pedra preciosa de água-marinha do mundo.
Peça final pesa pouco mais de 2 quilos
Depois da lapidação, o peso ficou muito abaixo dos aproximadamente 30 quilos do fragmento utilizado.
O obelisco pronto pesa pouco mais de 2 quilos.
A diferença evidencia a quantidade de material retirada durante o processo necessário para chegar à forma final da gema.
Obelisco mede 36 centímetros de altura
A peça concluída possui 36 centímetros de altura.
Esse é o tamanho informado para o Dom Pedro já lapidado e preparado para exposição.
O formato alongado contribui para a aparência de obelisco que caracteriza a pedra.
Nome homenageia os dois imperadores do Brasil
A gema recebeu um nome diretamente relacionado à história brasileira.
Segundo a reportagem, Dom Pedro foi escolhido em homenagem aos dois imperadores que o Brasil teve.
A denominação conecta a origem mineira da pedra a uma referência histórica nacional.
Casal da Flórida doou a gema ao museu
Antes de chegar definitivamente ao Smithsonian, a água-marinha passou por diferentes proprietários e instituições.
Jeffrey Post contou que o cristal circulou por várias mãos e museus da Europa antes de ficar sob propriedade de um casal da Flórida, nos Estados Unidos.
Foi com esses proprietários que o curador iniciou as conversas para a doação.
Curador negociou doação para exposição pública
Jeffrey Post afirmou ter feito contato com o casal para tentar levar a peça ao museu.
Segundo ele, o acordo foi pensado para permitir que o público tivesse acesso permanente à gema.
A doação foi formalizada para o Museu Nacional de História Natural de Washington.
Valor de mercado não foi estimado
O Dom Pedro não recebeu uma avaliação financeira definida na reportagem.
Jeffrey Post explicou que se trata de uma peça única e, por isso, não existe um objeto diretamente comparável que permita estabelecer um preço de mercado confiável.
Segundo ele, uma estimativa aproximada só poderia surgir caso a gema fosse colocada em leilão.
Água-marinha é uma variedade azulada do berilo
A composição mineralógica ajuda a explicar a aparência da pedra.
A água-marinha é uma variedade do mineral berilo, que, segundo Post, seria incolor caso se desenvolvesse em condições laboratoriais sem outras substâncias incorporadas.
Na natureza, porém, os cristais se formam em ambientes que contêm diferentes elementos.
Pequenas quantidades de ferro produzem a cor turquesa
No caso da água-marinha, pequenas quantidades de ferro ficaram incorporadas ao berilo durante sua formação.
Jeffrey Post explicou que a interação desse ferro com a luz é responsável pela tonalidade turquesa característica da gema.
Para o curador, são justamente essas impurezas que tornam pedras desse tipo tão particulares.
Brasil concentra depósitos importantes de água-marinha
Grande parte dos cristais de água-marinha se forma em depósitos geológicos de rocha pegmatítica.
A reportagem informa que muitos desses depósitos estão localizados no Brasil.
Esse cenário faz do país, segundo a fonte, a maior origem de água-marinha no mundo.
Museu recebe quase 7,5 milhões de visitantes por ano
A transferência do Dom Pedro para Washington colocou a gema diante de um público numeroso.
O Museu Nacional de História Natural pertence à Instituição Smithsonian e recebe anualmente quase 7,5 milhões de visitantes, segundo a reportagem.
A doação permitiu que a água-marinha brasileira passasse a integrar a exposição permanente da instituição.
Dom Pedro permanece ligado à origem brasileira
A trajetória do cristal começou em uma mina de Minas Gerais, passou pela fragmentação do material bruto, pela lapidação do maior pedaço e por diferentes proprietários e museus antes de chegar ao Smithsonian.
O obelisco final, com pouco mais de 2 quilos e 36 centímetros de altura, tornou-se parte da coleção permanente do Museu Nacional de História Natural, preservando sua origem brasileira em uma das instituições mais visitadas dos Estados Unidos.
Na sua opinião, o que mais chama atenção na história do Dom Pedro: o cristal bruto de cerca de 45 quilos, a transformação do maior fragmento em um obelisco ou o fato de uma gema brasileira integrar a exposição permanente do Smithsonian? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

