7 min de leitura
Ilha na Polônia, esconde quase 1,5 km de túneis sob a floresta, onde uma fortaleza construída pelos nazistas virou centro de comando durante a Guerra Fria, com alojamentos, enfermaria, cozinha, salas de comunicação e um telefone vermelho preservado na antiga Sala de Guerra
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 08/09/2026 às 09:43
Atualizado em 08/09/2026 às 09:47
Construção
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Na Ilha de Wolin, na Polônia, uma antiga fortaleza nazista virou centro de comando durante a Guerra Fria e hoje preserva quase 1,5 km de túneis sob a floresta. O complexo reúne alojamentos, enfermaria, cozinha, salas de comunicação, sistemas de água e um telefone vermelho na antiga Sala de Guerra.
A Ilha de Wolin, na Polônia, guarda sob a floresta um complexo militar subterrâneo que atravessou diferentes períodos da história europeia. Construídas inicialmente pelos nazistas como estruturas de defesa costeira, as instalações foram posteriormente adaptadas pelo governo socialista polonês para funcionar como centro de comando de emergência durante a Guerra Fria.
Segundo reportagem do Diário do Litoral, publicada em 26 de agosto de 2026 e assinada por Bianca Hirakawa, da Agência Diário, o espaço conhecido atualmente como Cidade Subterrânea de Wolin fica nos arredores de Świnoujście e pode ser visitado por turistas. O complexo preserva quase 1,5 km de túneis, bunkers e salas militares.
Construção das fortificações começou em 1936
A origem do complexo remonta a 1936, quando o comando nazista começou a construir baterias militares para reforçar a defesa costeira da ilha.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
São Mateus recebe R$ 1,1 bilhão de 20 empresas e prepara novo ciclo industrial com mais de mil empregos no norte do Espírito Santo
São Mateus entrou em uma nova fase industrial com mais de R$ 1,1 bilhão anunciado por 20 empresas, uma carteira que combina fábricas, expansão de unidades já instaladas e a…
Paulo Nogueira
0
As estruturas conhecidas como Goeben e Vineta foram erguidas entre 1936 e 1939.
O conjunto incluía bunkers, depósitos de munição e áreas destinadas ao comando militar.
Complexo não foi palco de grandes combates na Segunda Guerra
Apesar do tamanho das estruturas, a fortificação não participou de grandes confrontos durante a Segunda Guerra Mundial.
Segundo a fonte, os nazistas chegaram a utilizar parte da área como uma escola para a Marinha.
A função militar do local, porém, continuaria mudando ao longo das décadas seguintes.
Exército Vermelho tomou os bunkers em 1945
O complexo passou para outras mãos no fim da guerra.
Em 1945, os bunkers foram capturados pelo Exército Vermelho.
Antes de abandonar a região, militares alemães tentaram destruir as instalações por meio da explosão de munições.
Tentativa de destruição não eliminou a fortaleza
A explosão provocada pelos alemães não destruiu completamente o conjunto.
Grande parte das estruturas permaneceu preservada depois da guerra.
Essa resistência permitiu que o complexo fosse reutilizado posteriormente em outro contexto militar.
Na década de 1950, o governo socialista polonês decidiu reaproveitar as antigas instalações.
A ideia era transformar o conjunto em um centro de comando de emergência preparado para um eventual conflito de grande escala.
O cenário considerado incluía a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial.
Bunkers foram ligados por novos túneis
A adaptação exigiu mudanças importantes na estrutura original.
Os bunkers foram modernizados e conectados por novos túneis subterrâneos.
A ampliação criou uma rede interna capaz de permitir deslocamentos e funcionamento do centro sem depender do ambiente externo.
Rede subterrânea chegou a quase 1,5 km
Depois das modificações, a instalação passou a funcionar como uma verdadeira cidade subterrânea.
O conjunto alcançou quase 1,5 quilômetro de túneis sob a floresta.
O espaço foi organizado para permitir que militares permanecessem no subsolo durante períodos prolongados.
Cinco zonas de segurança controlavam circulação
O complexo chegou a ser dividido em cinco zonas de segurança.
O acesso a determinadas partes dependia de autorização específica.
Essa divisão refletia o caráter estratégico assumido pela instalação durante a Guerra Fria.
Sistemas de água permitiam permanência prolongada
A modernização não se limitou às áreas de comando.
Foram instalados sistemas de abastecimento de água, além de outras estruturas necessárias para manter pessoas funcionando no subsolo.
A intenção era garantir maior autonomia em uma situação de emergência.
Salas de comunicação ainda preservam equipamentos analógicos
Parte das estruturas internas continua preservada.
Os visitantes encontram salas de comunicação, equipamentos analógicos e sistemas utilizados na operação do centro.
Também permanecem no local estações de decodificação e equipamentos destinados à transmissão de informações.
Máquinas de teletipo e centrais telefônicas fazem parte do percurso
A infraestrutura de comunicação incluía tecnologias típicas do período.
Entre os equipamentos preservados estão máquinas de teletipo e centrais telefônicas.
Esses sistemas ajudavam a manter a ligação entre diferentes setores militares.
Alojamentos guardam beliches utilizados pelos militares
O complexo possuía áreas destinadas à permanência das equipes.
Os alojamentos mantêm beliches, mostrando como os militares poderiam permanecer por períodos prolongados dentro da instalação.
A estrutura interna buscava reunir funções de trabalho, descanso e apoio.
Enfermaria fazia parte da cidade subterrânea
O centro também contava com uma enfermaria.
A presença do espaço médico fazia parte da estrutura necessária para sustentar equipes isoladas em caso de emergência.
O visitante atual consegue percorrer áreas que preservam essa organização interna.
Cozinha e refeitório atendiam quem permanecesse no subsolo
A rotina prevista para o complexo incluía também alimentação.
Uma cozinha subterrânea e um refeitório faziam parte das instalações.
Esses ambientes reforçam a ideia de que o projeto buscava manter militares trabalhando e vivendo no local por períodos extensos.
Sala de máquinas possuía grande motor a diesel
O sistema subterrâneo precisava funcionar mesmo em situações de isolamento.
Uma das áreas preservadas é a sala de máquinas, equipada com um grande motor a diesel.
A estrutura fazia parte dos recursos técnicos empregados para manter o complexo operacional.
Sala de Guerra preserva mapas e equipamentos antigos
Uma das áreas de maior destaque é a chamada Sala de Guerra.
O ambiente mantém mapas táticos, equipamentos antigos e estruturas de comunicação associados ao período da Guerra Fria.
Foi nesse setor que planos militares eram elaborados.
Telefone vermelho permanece no antigo centro de comando
Entre os objetos preservados está um telefone vermelho.
O aparelho simbolizava a comunicação dentro do centro de comando e continua exposto na Sala de Guerra.
A presença do telefone se tornou um dos elementos mais reconhecíveis do complexo atual.
Planos consideravam possível ataque nuclear na Europa
Durante a Guerra Fria, a instalação esteve ligada a planos para um possível conflito nuclear.
Segundo a fonte, a Sala de Guerra foi utilizada para desenvolver planos relacionados a um possível ataque nuclear contra países da Europa.
A ordem, porém, nunca foi executada.
Veículos militares soviéticos permanecem na área externa
A visita não fica restrita ao interior dos túneis.
Na área externa, também existem veículos militares soviéticos e outros elementos associados ao período da Guerra Fria.
Esses objetos ajudam a contextualizar a utilização posterior da antiga fortaleza nazista.
Visita é feita com acompanhamento de guias
A Cidade Subterrânea de Wolin funciona atualmente como atração histórica.
Os passeios são realizados com guias, e os grupos recebem uma organização inspirada no ambiente militar durante o percurso.
A experiência inclui diferentes setores preservados do complexo.
Atração fica no distrito de Przytór, em Świnoujście
O complexo está localizado em uma área de floresta no distrito de Przytór, em Świnoujście.
O endereço informado é ul. Wolińska, 72-605 Świnoujście-Przytór.
A entrada fica entre a estação ferroviária Świnoujście-Przytór e a praia.
Ônibus 7 e 10 levam à região do complexo
Quem utiliza transporte público pode chegar por meio das linhas de ônibus 7 e 10.
Da estação Świnoujście-Przytór até a entrada, o percurso a pé é de aproximadamente 500 metros.
Para quem vai de carro, o local também fica a cerca de 500 metros da estrada S3.
Passeio dura entre 90 minutos e duas horas
A visita guiada costuma durar aproximadamente 90 minutos a duas horas.
O tempo permite percorrer diferentes setores da instalação subterrânea e conhecer parte da infraestrutura preservada.
Os horários podem variar de acordo com a época do ano.
Túneis podem ficar a cerca de 15°C mesmo no verão
A temperatura subterrânea permanece baixa mesmo nos meses mais quentes.
Segundo a fonte, os túneis podem registrar cerca de 15°C durante o verão.
Por isso, visitantes são orientados a considerar roupas mais quentes para o passeio.
Forte Gerhard e farol ficam a cerca de 4 km
A localização também permite combinar a visita com outras atrações históricas de Świnoujście.
A Cidade Subterrânea fica aproximadamente 4 quilômetros do Forte Gerhard e do Farol de Świnoujście.
O roteiro pode reunir estruturas militares, litoral e áreas naturais da Ilha de Wolin.
Antigo centro militar permanece aberto à visitação
A estrutura que começou como fortificação nazista, foi capturada pelo Exército Vermelho e depois transformada em centro de comando durante a Guerra Fria permanece preservada sob a floresta da Ilha de Wolin.
Hoje, visitantes podem percorrer quase 1,5 km de túneis, alojamentos, cozinha, enfermaria, salas de comunicação e a antiga Sala de Guerra, onde o telefone vermelho continua entre os objetos que atravessaram décadas de mudanças militares.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nesse complexo: os quase 1,5 km de túneis, a transformação da fortaleza entre diferentes períodos históricos ou o telefone vermelho ainda preservado na Sala de Guerra? Deixe sua opinião nos comentários.
Tags
cidade subterrânea
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

