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Por pouco mais de R$ 10 mil, Suzuki Intruder 125 entrega visual custom, câmbio de 5 marchas, tanque de 10,3 litros e consumo de 36,7 km/L para quem quer uma moto usada barata
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 09/09/2026 às 17:55
Atualizado em 09/09/2026 às 18:00
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Suzuki Intruder 125 2016 custa R$ 10.454 na Fipe, tem câmbio de 5 marchas, tanque de 10,3 litros e consumo medido de 36,7 km/L.
A Suzuki Intruder 125 2016 custa R$ 10.454 na Tabela Fipe de setembro de 2026 e permanece como uma das portas de entrada mais peculiares para quem procura uma moto usada barata. Em vez do desenho tradicional das pequenas streets brasileiras, ela combina estilo inspirado nas custom, motor monocilíndrico de 124 cm³, câmbio de cinco marchas, banco baixo e tanque de 10,3 litros em uma motocicleta simples, leve e voltada principalmente aos deslocamentos urbanos.
Segundo UOL Carros, a Intruder 125 registrou cerca de 35 km/L em avaliação, enquanto outro teste publicado pelo Motonline obteve média de 36,7 km/L e apontou potencial para se aproximar dos 40 km/L depois do período de amaciamento.
Com tanque de 10,3 litros, trata-se de uma combinação capaz de entregar centenas de quilômetros entre abastecimentos em condições favoráveis, justamente o tipo de característica que mantém a pequena Suzuki relevante entre as motos usadas econômicas.
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Suzuki Intruder 125 2016 custa R$ 10.454 na Fipe em setembro de 2026
O preço é o primeiro dado que recoloca a Intruder no radar. Segundo a Webmotors, a Suzuki Intruder 125 2016 tem Fipe de R$ 10.454 em setembro de 2026, praticamente estável em relação aos R$ 10.461 registrados em agosto e aos R$ 10.469 de julho.
A média nacional calculada pela própria plataforma está um pouco acima, em R$ 11.200, enquanto os anúncios considerados pelo levantamento aparecem entre aproximadamente R$ 10.500 e R$ 11.800. Isso coloca a motocicleta em uma faixa na qual ainda é possível encontrar transporte individual motorizado por pouco mais de R$ 10 mil.
O histórico recente também mostra uma valorização nominal relevante. Em dezembro de 2025, a referência Fipe era de R$ 9.136, passando para R$ 9.433 em janeiro de 2026 e ultrapassando os R$ 10 mil em março.
A valorização não elimina a necessidade de avaliar cada exemplar individualmente, porque conservação, documentação e manutenção podem alterar bastante o preço real de uma moto com cerca de dez anos de uso.
Visual custom faz a Intruder parecer maior do que uma simples 125
O principal diferencial da Intruder nunca esteve na potência. A motocicleta conquistou espaço justamente porque oferecia uma identidade visual muito diferente daquela encontrada nas pequenas motos utilitárias vendidas em grande volume no Brasil.
Farol redondo, tanque em formato de gota, guidão elevado, banco baixo e vários componentes cromados criam uma aparência inspirada no universo das motos custom. O escapamento, retrovisores, para-lamas e piscas ajudavam a reforçar essa proposta clássica.
O banco fica a apenas 735 mm do solo, medida que facilita apoiar os pés no chão e contribui para uma posição de pilotagem relaxada. A distância entre-eixos é de aproximadamente 1.280 mm, mantendo dimensões compactas apesar do desenho alongado.
Essa combinação transformou a Intruder em uma espécie de pequena custom para iniciantes, usuários urbanos e motociclistas interessados em personalização sem precisar partir diretamente para motos de cilindrada muito maior.
Motor monocilíndrico entrega 11 cv e aposta na simplicidade
Assista o vídeo
A Intruder 125 utiliza um motor monocilíndrico de quatro tempos, 124 cm³, duas válvulas e refrigeração a ar. Nas configurações mais recentes dessa geração, a potência divulgada é de aproximadamente 11 cv a 9.000 rpm, acompanhada por torque de 0,98 kgfm a 7.000 rpm.
Não há injeção eletrônica nessa configuração. A alimentação utiliza carburador, uma solução mecânica bastante tradicional que exige regulagem adequada para manter partida, marcha lenta e consumo dentro do esperado.
Os números deixam clara a proposta. A Intruder não foi desenvolvida para grandes acelerações nem velocidades elevadas. Em avaliação do UOL, o comportamento foi considerado adequado para o trânsito urbano, mas a baixa potência exige planejamento maior em ultrapassagens e subidas.
Para quem busca uma moto usada de pequena cilindrada, o interesse está justamente na arquitetura direta: um cilindro, refrigeração a ar, carburador e transmissão manual, sem grande quantidade de sistemas eletrônicos embarcados.
Câmbio de cinco marchas ajuda a aproveitar os modestos 11 cv
O motor trabalha ligado a uma transmissão manual de cinco velocidades. É uma solução simples, mas essencial para aproveitar a pequena faixa de potência disponível e manter o motor dentro do regime adequado em diferentes situações.
Em teste, o Motonline classificou as trocas como precisas e macias. A publicação ressaltou que não se trata de uma motocicleta pensada para altas velocidades e que a proposta funciona melhor quando conduzida de maneira tranquila.
O UOL também observou que as cinco marchas conseguem administrar bem a potência, embora subidas mais acentuadas possam exigir reduções frequentes. Em rotações altas, vibrações também passam a ser mais perceptíveis nas mãos e nos pés do piloto.
No ambiente urbano, entretanto, a combinação de baixa massa, dimensões pequenas e transmissão curta favorece saídas de semáforo e deslocamentos em velocidades compatíveis com ruas e avenidas.
Consumo medido de 36,7 km/L é um dos maiores argumentos da moto
A economia é um dos pontos mais relevantes da Intruder. Em avaliação publicada pelo Motonline, a pequena Suzuki alcançou média de 36,7 km/L, com expectativa de melhorar após o período inicial de amaciamento.
Outro teste, realizado pelo UOL, chegou a aproximadamente 35 km/L. A diferença entre medições mostra por que consumo de motocicleta não deve ser apresentado como um número absoluto: trânsito, peso do piloto, manutenção, carburador, velocidade, combustível e condições da via podem modificar consideravelmente o resultado.
Ainda assim, ambos os testes colocam a Intruder em uma faixa extremamente econômica diante de automóveis e também competitiva entre motocicletas urbanas.
Mesmo uma média de 35 km/L significa que 10 litros de gasolina poderiam representar aproximadamente 350 km de deslocamento teórico. Para quem utiliza a motocicleta diariamente em trajetos de trabalho, estudo ou pequenas viagens, isso reduz a frequência das visitas ao posto.
Tanque de 10,3 litros permite autonomia teórica acima de 350 km
A capacidade correta do tanque da Intruder 125 é de 10,3 litros, incluindo a reserva. É um volume relativamente generoso para uma motocicleta de apenas 125 cm³ e ajuda a explicar sua autonomia.
Utilizando os 35 km/L registrados pelo UOL como referência, a multiplicação simples pela capacidade nominal resulta em aproximadamente 360 km de alcance teórico, número também citado pela própria reportagem.
Com os 36,7 km/L medidos pelo Motonline, o cálculo teórico supera 370 km. Na prática, não é recomendável planejar o uso até o esgotamento completo do tanque, e cada exemplar pode apresentar consumo diferente devido à idade e ao estado mecânico.
Peso de 113 kg facilita manobras no trânsito e na garagem
A Intruder pesa aproximadamente 113 kg, valor que contribui para a facilidade de condução em baixa velocidade e torna a motocicleta administrável para usuários com diferentes níveis de experiência.
Na dianteira, o conjunto utiliza garfo telescópico convencional. Atrás, há balança articulada com dois amortecedores e possibilidade de ajuste da pré-carga das molas. As rodas têm dimensões diferentes, seguindo a estética típica das custom compactas.
O freio dianteiro utiliza disco de 220 mm, enquanto a roda traseira trabalha com tambor. Não há ABS nem os sistemas eletrônicos de assistência encontrados em motocicletas atuais, uma diferença importante quando se compara um projeto antigo com opções zero-quilômetro modernas.
A simplicidade mecânica, portanto, aparece em praticamente todos os componentes, mas exige que o comprador considere também a evolução dos padrões de segurança ocorrida desde o lançamento do modelo.
Intruder chegou a trabalhar até para os Correios no Brasil
A pequena Suzuki teve uma trajetória que foi além do uso particular. Em 2008, a fabricante fechou fornecimento de 5.131 unidades da Intruder 125 Cargo para os Correios, demonstrando como a mesma plataforma foi utilizada também em aplicações profissionais de alta quilometragem.
As unidades receberam preparação específica, incluindo baú de fibra de vidro de 104 litros, protetor de pernas, antena corta-linha de pipa e pintura amarela com a identidade dos Correios.
O episódio ajuda a explicar a associação construída pelo modelo com simplicidade e utilização cotidiana. Enquanto o visual lembrava uma pequena custom de passeio, a mecânica também foi empregada em frotas destinadas a rodar diariamente.
A Intruder permaneceu como um dos modelos de baixa cilindrada que marcaram a presença da Suzuki representada pela J.Toledo no país, antes de a operação concentrar seus produtos de entrada sob outras marcas do grupo.
Por R$ 10,4 mil, Intruder ainda oferece uma receita difícil de encontrar
A Suzuki Intruder 125 2016 chega a setembro de 2026 valendo R$ 10.454 na Fipe, praticamente metade ou menos do preço de várias motocicletas novas de categorias superiores e suficientemente barata para permanecer como opção de entrada no mercado de usados.
Seu conjunto não impressiona pela tecnologia. São 124 cm³, aproximadamente 11 cv, carburador, refrigeração a ar, transmissão de cinco marchas, freio traseiro a tambor e nenhum pacote eletrônico sofisticado.
A força da Intruder está em outro lugar: 113 kg, banco baixo, estilo custom, tanque de 10,3 litros e consumo que chegou a 36,7 km/L em teste. É uma combinação construída para rodar de maneira tranquila, gastando pouco combustível e sem tentar disputar desempenho com motos mais modernas ou potentes.
Para quem procura uma moto usada barata principalmente para deslocamentos urbanos, a Intruder 125 continua sendo uma alternativa fora da fórmula visual das pequenas streets tradicionais.
Uma década depois de seu último ano de mercado, seus números deixam claro por que ainda existe procura: por pouco mais de R$ 10 mil, ela entrega baixo consumo, mecânica direta e identidade custom em um pacote que dificilmente passa despercebido entre as motos de 125 cm³.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

