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Até R$ 5 milhões por projeto, TRL 4 a 8 e 36 meses de execução: chamada da Finep mira tecnologias contra desastres, mas só avança quem cumprir uma condição pouco óbvia
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 20/10/2026 às 18:15
Atualizado em 20/10/2026 às 18:30
Ciência e Tecnologia
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Empresas brasileiras só podem disputar os recursos da fase nacional se o projeto já tiver sido aprovado internacionalmente e possuir o Selo Eureka. A Finep reservou R$ 7 milhões em recursos não reembolsáveis e receberá propostas até 6 de novembro de 2026.
A Finep mantém aberta a fase nacional da chamada Disaster Resilience 2025, da rede EUREKA, para projetos empresariais voltados à prevenção, preparação, resposta e recuperação diante de desastres naturais ou provocados pela ação humana. As propostas brasileiras podem ser enviadas até 6 de novembro de 2026, às 17h, no horário de Brasília.
O apoio não está disponível a qualquer empresa interessada em ingressar agora na iniciativa. A fase nacional é destinada às empresas brasileiras sediadas no país que já integram projetos aprovados internacionalmente e que possuem o Selo Eureka, condição exigida para disputar os recursos administrados pela Finep.
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A exigência consta na página oficial da chamada nacional da Finep. Na prática, a etapa brasileira serve para detalhar a participação da empresa no projeto já selecionado internacionalmente, e não para formar um novo consórcio ou apresentar uma candidatura independente nesta fase.
Selo Eureka restringe a fase nacional
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A chamada internacional exigia cooperação entre organizações independentes de pelo menos dois países participantes. Para a empresa brasileira, a parceria transnacional deve envolver ao menos uma empresa da Áustria, Bélgica na região de Flandres, Chile, Lituânia, Espanha, Turquia ou Ucrânia.
O consórcio também precisa respeitar a regra de equilíbrio financeiro estabelecida pela EUREKA: nenhum parceiro pode concentrar mais de 70% do orçamento total do projeto.
A chamada internacional da EUREKA recebeu propostas até 31 de outubro de 2025. Com a aprovação nessa etapa e a obtenção do selo, as empresas brasileiras habilitadas passaram a cumprir as exigências específicas da Finep para buscar financiamento no país.
Na fase nacional, a empresa deve apresentar em português o detalhamento de sua participação por meio da Plataforma de Apoio e Financiamento da Finep. A aprovação internacional, portanto, é requisito de entrada, mas não equivale à liberação automática dos recursos brasileiros.
Faixa de apoio e contrapartida
A Finep reservou R$ 7 milhões em recursos não reembolsáveis para a seleção nacional. Cada projeto aprovado poderá receber entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, com prazo de execução de até 36 meses e maturidade tecnológica situada entre os níveis TRL 4 e TRL 8.
O teto de R$ 5 milhões representa o limite de apoio para uma proposta, e não um valor garantido a cada participante. O montante efetivamente aprovado depende da avaliação do projeto, da disponibilidade dentro do orçamento global da chamada e das regras de contrapartida aplicáveis à empresa.
As condições divulgadas para a participação brasileira na etapa internacional já diferenciavam o apoio conforme o porte empresarial. Startups, pequenas empresas e médias empresas I apareciam com teto de R$ 2,2 milhões, enquanto médias empresas II e grandes empresas podiam chegar a R$ 5 milhões.
Os percentuais máximos de financiamento variavam de 90% a 50% dos custos elegíveis, conforme a categoria da empresa. A própria EUREKA indicava, porém, que o apoio brasileiro dependeria da regulamentação nacional da Finep, que é a referência para a submissão nesta etapa.
Como os recursos são limitados e as propostas passam por avaliação, o valor efetivamente aprovado pode ficar abaixo do teto individual. A disponibilidade de R$ 7 milhões para toda a chamada brasileira também condiciona a seleção e a distribuição do apoio entre os projetos que cumprirem os requisitos.
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Tecnologias precisam ter aplicação em desastres
A chamada admite diferentes áreas, desde que a tecnologia esteja ligada à prevenção, preparação, resposta ou recuperação diante de desastres. Entre os campos citados estão inteligência artificial, sensoriamento remoto, sistemas de comunicação de emergência, construção resiliente e novos materiais.
Também são contempladas soluções de busca e salvamento, saúde, gestão de resíduos pós-desastre e manufatura avançada. A amplitude da lista não elimina a exigência de demonstrar, na proposta, de que forma a tecnologia será aplicada ao problema de resiliência a desastres.
Na etapa internacional, os projetos deveriam ter finalidade civil e buscar o desenvolvimento de produto, processo ou serviço com perspectiva de comercialização. A exigência mantém o foco da chamada em propostas de pesquisa, desenvolvimento e inovação com aplicação prevista fora do ambiente exclusivamente experimental.
A fase brasileira restringe o recebimento dos recursos da Finep às empresas nacionais participantes dos projetos habilitados. Instituições Científicas e Tecnológicas podem integrar a execução como prestadoras de serviços de pesquisa e extensão, mas não substituem as empresas como beneficiárias do apoio financeiro.
A chamada integra o programa Mais Inovação Brasil e mantém a seleção concentrada em projetos internacionais já aprovados. Para as empresas elegíveis, o processo nacional é a etapa em que são apresentados orçamento, atividades e condições da participação brasileira para avaliação da Finep.
Depois da execução, a orientação da EUREKA para a chamada internacional era buscar a implementação dos resultados, como a entrada no mercado, em até 24 meses após a conclusão do projeto. Esse horizonte estabelece uma etapa posterior ao período de desenvolvimento previsto no financiamento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

