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BR-493 ganha 5 km de pista duplicada em obra de R$ 600 milhões, mas o congestionamento de 3 km segue até viadutos que só começam em 2027
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 11/10/2026 às 20:21
Atualizado em 11/10/2026 às 20:22
Logística e Transporte
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A BR-493 entre Magé e Manilha, em Itaboraí (RJ), recebeu cinco quilômetros de pista nova na sexta-feira (9), mas o trânsito já parava logo depois do fim do trecho duplicado.
A BR-493 ganhou cinco quilômetros de pista duplicada na sexta-feira (9), em Itaboraí, na região metropolitana do Rio. O ministro dos Transportes, George Santoro, entregou o trecho dentro de uma obra de R$ 600 milhões, paga pela concessionária Ecovias Rio Minas.
Só que o motorista que saiu dali deu de cara com fila. Por volta das 12h, a equipe de O Globo encontrou trânsito lento logo após o fim da pista nova, no sentido Manilha. Entre Itaboraí e o acesso à BR-101, o congestionamento passava de três quilômetros.
O que a duplicação da BR-493 entregou entre Magé e Manilha?
Na entrega em Itaboraí, foram cinco quilômetros de pista duplicada, uma ponte nova sobre o Rio Caceribu e duas passagens inferiores, de acordo com o aviso de pauta do Ministério dos Transportes. A obra de duplicação foi liberada ao tráfego no mesmo dia, informa o Estradas.
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O projeto todo já passa de 70% de execução, de acordo com o jornal O Dia. Ele inclui vias marginais, pontes, viadutos, monitoramento 24 horas e rede 4G ao longo do corredor.
A conta dos 5 km fecha com os marcos quilométricos?
Não fecha, pelo menos nos números publicados. O Globo descreve os cinco quilômetros “entre os quilômetros 6,8 e 9,2”. A subtração dá 2,4 km. Somando a estrutura de contenção, que vai do 5+850 ao 6+800, chega a 3,35 km.
Nenhuma das fontes explica a diferença. Pode ser que a metragem some as duas pistas, ou que o ministério conte outro trecho já pronto. Não achei o documento da Ecovias Rio Minas com a extensão por pista. Por isso o texto repete os “cinco quilômetros” do ministério, sem confirmar a medida.
Quanto custa a duplicação da BR-493 e quanto falta?
O gov.br e O Globo ligam os R$ 600 milhões ao projeto inteiro de Magé a Manilha, com cerca de 20 km de pistas duplicadas. O Estradas escreveu que o valor seria só do trecho liberado, o que não bate com o aviso do ministério. Vale o número do projeto todo.
A conta própria: R$ 600 milhões divididos por 20 km dão R$ 30 milhões por quilômetro. Esse valor embute pontes, passagens, marginais e iluminação, então não é o custo do asfalto. E 5 km são 25% dos 20 km da pista duplicada.
Falta, portanto, duplicar uns 15 km do corredor entre Magé e Itaboraí até setembro de 2027. São cerca de 11 meses, ou perto de 1,4 km por mês. É só uma conta de régua: os 70% de execução medem a obra inteira, não só o asfalto.
Há ainda um número solto. O Globo registra que Santoro falou em “outros 29 quilômetros” duplicados até o fim de 2027, mas o projeto da Ecovias Rio Minas tem 20 km no total. A reportagem não explica a diferença, e eu também não consegui.
Por que o trânsito na BR-493 não saiu com a pista nova?
O gargalo está em Manilha, distrito de Itaboraí, onde a BR-493 encontra a BR-101. A pista duplicada acaba antes dele, e os carros voltam a se juntar.
A solução anunciada é um complexo viário sem semáforos, em formato de diamante ou de oito. Santoro descreveu o desenho ao O Dia: “É como se fosse uma grande rotatória por cima e por baixo”. O ministro disse ainda que as concessionárias Ecovias Rio Minas e Arteris Fluminense fizeram um acordo, e que a Arteris executa a maior parte.
Os prazos do complexo não combinam. À reportagem de O Globo, o ministro disse que a obra começa em 2027 e leva mais dois anos. Ao O Dia, afirmou que “a obra inicia semana que vem já”. Em nota, a Arteris Fluminense afirmou que o complexo terá duas fases e que a primeira fica pronta até 2030.
Não é a primeira tentativa de aliviar Manilha. Em agosto, Santoro inaugurou 6,4 km de faixas adicionais na BR-101, entre São Gonçalo e Manilha. A obra ficou parada por seis anos por questões de segurança e foi retomada em abril, de acordo com O Globo. O trânsito melhorou, mas o problema não acabou.
O que o motorista da BR-493 encontra nos próximos meses?
Quem sai de Magé rumo a Itaboraí encontra obra em andamento. A Ecovias Rio Minas começou os trabalhos em dezembro de 2024 e mantém frentes de terraplenagem, drenagem e pavimentação. A empresa pede atenção redobrada, porque ainda há locais em obras entre Magé e Manilha.
Quem passa pelo corredor de Magé deve ver a iluminação inteligente avançar. O sistema liga e apaga as lâmpadas por horário, controla a intensidade e avisa quando uma luminária queima. O próximo prazo marcado é o fim de outubro, quando os primeiros 15 km devem ficar prontos.
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rodovias
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

