O deputado federal eleito Júnior Betão (PL-AC) foi o parlamentar escolhido para a Câmara dos Deputados com a menor votação individual entre os 513 eleitos nas eleições de 2026. O candidato recebeu 13.732 votos e garantiu uma das oito cadeiras destinadas ao Acre na próxima legislatura.
O resultado chama atenção porque Betão foi eleito mesmo tendo recebido menos votos do que outros candidatos que ficaram de fora da Câmara no estado. É o caso de Ney Amorim (MDB), que obteve 22.775 votos, mas não conquistou uma vaga.
resultado é calculado a partir do desempenho coletivo dos partidos e federações.
Um dos principais cálculos é o quociente eleitoral, obtido pela divisão do número de votos válidos pelo total de cadeiras disponíveis no estado. A partir desse resultado, é calculado o número de vagas que cada partido ou federação terá direito.
Por isso, a eleição de Júnior Betão não significa que ele tenha sido o candidato mais votado do PL ou do Acre. Sua vaga foi definida a partir do desempenho da legenda e da distribuição das cadeiras pelo sistema proporcional.
O mecanismo também explica situações em que candidatos com votação individual superior à de eleitos acabam fora da Câmara. No caso do Acre, a eleição de Betão com 13.732 votos e a não eleição de candidatos que receberam mais de 20 mil votos são exemplos de como a votação proporcional funciona na prática.

