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DHL prevê mais de R$ 270 milhões no Brasil, quer 75 lojas até 2030 e aposta em entregas aos EUA em 48 horas
Escrito por Ana Alice
Publicado em 13/10/2026 às 21:30
Atualizado em 13/10/2026 às 21:35
Logística e Transporte
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DHL prepara expansão da rede brasileira com novos pontos de atendimento, foco em pequenos exportadores e reforço das operações internacionais, enquanto projeta chegar a 75 lojas no país até o fim da década.
A DHL Express prepara uma expansão da operação brasileira com mais de R$ 270 milhões em investimentos até 2030, ampliação da rede de pontos de atendimento e maior aproximação com pessoas físicas e pequenos negócios que fazem remessas internacionais.
A companhia pretende chegar a 75 lojas no país até o fim da década, enquanto aposta na velocidade das entregas para ampliar sua presença entre exportadores de menor porte.
Em setembro, a empresa alcançou 42 pontos de atendimento no Brasil. O planejamento prevê mais três unidades até o fim de 2026, elevando a rede para 45, e outras aberturas nos anos seguintes até alcançar as 75 lojas previstas para 2030.
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Há cerca de um ano, a operação mantinha entre 20 e 21 pontos no país, segundo informações fornecidas pela companhia à Exame.
Os mais de R$ 270 milhões fazem parte de um plano destinado à infraestrutura da rede local até 2030. A expansão física é uma das frentes da estratégia, mas a empresa também pretende fortalecer a estrutura que sustenta as operações de transporte expresso e os serviços internacionais oferecidos no país.
Nordeste entra no foco da expansão da DHL
Uma parcela importante desse crescimento será direcionada para regiões onde a presença física da DHL ainda é menor. O Nordeste aparece entre os principais focos da próxima etapa, com unidades já em funcionamento em Recife e Salvador.
Para 2027, a companhia prevê cinco novas lojas na região, localizadas em Aracaju, Maceió, Natal, João Pessoa e Fortaleza.
A empresa não informou, porém, como serão distribuídas regionalmente todas as 33 unidades adicionais necessárias para sair das atuais 42 e chegar à meta de 75 pontos em 2030.
A estratégia não está voltada apenas às grandes companhias que já mantêm operações consolidadas de comércio exterior. A DHL pretende ampliar o relacionamento com pessoas físicas, microempresas e pequenos negócios que precisam enviar mercadorias para outros países e nem sempre possuem equipes especializadas em exportação.
Nesse modelo, as lojas funcionam também como pontos de apoio para etapas que vão além do transporte propriamente dito. O atendimento pode envolver orientação sobre documentação, exigências alfandegárias e procedimentos necessários para que uma mercadoria saia do Brasil e chegue regularmente ao destino.
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Pequenos exportadores ganham espaço nas remessas internacionais
Esse público ganhou espaço no comércio exterior brasileiro nos últimos anos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 29.818 empresas exportaram a partir do Brasil em 2025, maior número disponível na série apresentada pelo órgão.
Desse total, 6.167 eram microempresas ou MEIs e outras 5.655 estavam enquadradas como empresas de pequeno porte.
Ao todo, portanto, 11.822 microempresas, MEIs e empresas de pequeno porte participaram das exportações brasileiras em 2025.
A presença desse grupo ajuda a explicar o interesse de operadores logísticos em serviços que simplifiquem remessas de menor volume e reduzam a necessidade de o empreendedor dominar sozinho todas as etapas de uma operação internacional.
Entregas aos Estados Unidos podem ocorrer em cerca de 48 horas
Entre as rotas utilizadas pela DHL, o tráfego entre Brasil e Estados Unidos ocupa posição relevante. Sara Garcia, responsável pela área de varejo da DHL para as Américas, afirmou à Exame que determinadas remessas nessa rota podem chegar ao destino em aproximadamente 48 horas.
O prazo não significa que toda encomenda enviada do Brasil aos Estados Unidos tenha entrega garantida em dois dias. O tempo depende da origem, do destino, do serviço contratado, da documentação e dos procedimentos aduaneiros aplicáveis a cada operação.
A própria DHL informa que a disponibilidade dos serviços expressos e de entregas com horário determinado varia conforme a rota.
A velocidade, no entanto, é um dos argumentos utilizados pela empresa para disputar clientes que vendem internacionalmente e precisam oferecer prazos próximos aos encontrados no comércio eletrônico doméstico.
Para pequenos exportadores, o tempo entre o despacho e a entrega pode influenciar tanto o custo da operação quanto a experiência do consumidor no exterior.
Regras alfandegárias ampliam atenção sobre envios aos EUA
As remessas aos Estados Unidos também passaram a exigir atenção adicional às regras alfandegárias. Em material atualizado em outubro de 2026, a própria DHL informa que a antiga isenção de até US$ 800 para determinadas remessas de baixo valor está suspensa, o que pode resultar na cobrança de tributos no destino e em novas exigências de declaração.
As mudanças comerciais e tarifárias também aparecem na estratégia da companhia. Segundo Sara Garcia, clientes têm procurado a DHL para entender documentação, licenças e requisitos exigidos para continuar realizando envios aos Estados Unidos diante das alterações recentes nas regras de comércio.
A rede internacional é outro componente dessa operação. O Grupo DHL informa atuar em mais de 220 países e territórios, com serviços que incluem remessas expressas, transporte de cargas, gestão de cadeias de suprimentos e logística para comércio eletrônico.
A DHL Express é a divisão diretamente ligada ao plano de expansão das lojas apresentado para o Brasil.
Brasil ganha espaço na estratégia logística regional
Além das lojas, a companhia observa mudanças na função do Brasil dentro das cadeias logísticas da América Latina. Aeroportos como Guarulhos e Viracopos passaram a ser considerados pela empresa como pontos capazes de apoiar a distribuição de mercadorias para outros mercados da região.
Essas operações incluem situações em que cargas são consolidadas ou separadas no país antes de seguir para o destino final.
A DHL também acompanha novas demandas ligadas à chegada e expansão de empresas estrangeiras no mercado brasileiro. Entre as frentes mencionadas pela companhia está a logística especializada para data centers, que envolve o transporte de servidores e outros equipamentos sensíveis.
Para atender esse segmento, a empresa prepara um centro de competência no Brasil, enquanto avança paralelamente com o plano de ampliar a rede física para 75 pontos até 2030.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

