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Queda de 4%, produção de 13,8 milhões de toneladas e meta anual intacta: a explicação está em uma melhora operacional específica que ajudou a reduzir o impacto no portfólio da Anglo American
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 21/10/2026 às 18:45
Atualizado em 21/10/2026 às 19:54
Mineração
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Relatório trimestral detalha que Minas-Rio produziu 6,298 milhões de toneladas, alta de 24% na comparação anual, enquanto Kumba recuou 19%; a companhia preservou para 2026 as faixas de 55 milhões a 59 milhões de toneladas no portfólio e de 24 milhões a 26 milhões no ativo brasileiro.
A Anglo American fechou o terceiro trimestre de 2026 com movimentos opostos nas duas operações que formam seu portfólio de minério de ferro premium. Minas-Rio avançou na comparação anual com maior disponibilidade da planta, enquanto Kumba, na África do Sul, teve redução de produção.
No relatório de produção divulgado na terça-feira (20), a companhia registrou 13,8 milhões de toneladas de minério premium no trimestre, 4% abaixo das 14,3 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. O total reúne Minas-Rio e Kumba e, portanto, não representa isoladamente o desempenho do ativo brasileiro.
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Minas-Rio avançou enquanto Kumba recuou
A tabela detalhada do relatório mostra que Minas-Rio produziu 6,298 milhões de toneladas no terceiro trimestre, ante 5,095 milhões um ano antes, alta de 24%. A empresa atribuiu o avanço à maior disponibilidade da planta após a parada planejada realizada no período comparável para concluir a campanha de inspeção do mineroduto.
Na comparação com o segundo trimestre de 2026, porém, Minas-Rio recuou 4%, de 6,548 milhões para 6,298 milhões de toneladas. O contraste delimita o alcance do resultado: houve recuperação diante de um trimestre de 2025 afetado pela paralisação programada, mas não crescimento sequencial entre os dois períodos deste ano.
Kumba seguiu na direção oposta e produziu 7,5 milhões de toneladas, queda de 19% ante o terceiro trimestre de 2025. A Anglo American relacionou o recuo principalmente à parada planejada em Sishen para integrar o primeiro módulo de separação por meio de ultra-alta densidade, o UHDMS.
Sishen produziu 4,947 milhões de toneladas, 22% menos que um ano antes. Em Kolomela, a produção caiu 12%, para 2,553 milhões de toneladas, movimento que a companhia atribuiu aos baixos níveis de material disponível para alimentação da planta.
A redução de Kumba superou o ganho de Minas-Rio e levou a produção de minério premium a 13,8 milhões de toneladas. A melhora operacional no ativo brasileiro, dessa forma, compensou apenas parte da queda registrada no portfólio.
No acumulado de janeiro a setembro, o portfólio somou 44,398 milhões de toneladas, 3% abaixo do mesmo período de 2025. Minas-Rio chegou a 19,212 milhões de toneladas, alta de 5%, e Kumba a 25,186 milhões, redução de 8%.
Metas anuais foram mantidas
Apesar do recuo consolidado no terceiro trimestre, a Anglo American manteve para 2026 a orientação de produzir entre 55 milhões e 59 milhões de toneladas de minério de ferro premium. A faixa de Minas-Rio segue em 24 milhões a 26 milhões, e a de Kumba, em 31 milhões a 33 milhões.
Essas faixas são projeções para o fechamento do ano, não volumes já alcançados. A diferença entre o acumulado até setembro e a orientação, calculada pelo CPG a partir dos dados do relatório, mostra que o portfólio precisa de 10,602 milhões de toneladas no quarto trimestre para alcançar o piso de 55 milhões e de 14,602 milhões para chegar ao teto.
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Para Minas-Rio, a mesma comparação deixa 4,788 milhões de toneladas até o limite inferior da orientação anual e 6,788 milhões até o superior. Os cálculos indicam somente a distância matemática entre o que já foi produzido e as faixas mantidas pela empresa, sem representar previsão para o último trimestre.
A manutenção da meta também separa dois tipos de informação presentes no balanço: o desempenho já realizado até setembro e a expectativa da companhia para o conjunto de 2026. O primeiro é medido pelos volumes divulgados, enquanto o segundo continua condicionado à produção do período restante.
Disponibilidade da planta pesa em uma operação integrada
Minas-Rio reúne mina e beneficiamento em Minas Gerais, um mineroduto de 529 quilômetros e uma instalação dedicada de exportação no Porto do Açu. A estrutura integrada descrita pela Anglo American ajuda a contextualizar por que disponibilidade da planta, manutenção e funcionamento do mineroduto são fatores relevantes para a operação.
A companhia relacionou o melhor desempenho anual do terceiro trimestre à maior disponibilidade da planta depois da parada planejada para inspeção do mineroduto no ano anterior. Esse avanço específico de Minas-Rio não muda, porém, o alcance do indicador de 13,8 milhões de toneladas, que permanece como resultado consolidado das operações brasileira e sul-africana.
O desempenho físico também não se confunde com preço realizado. No acumulado até o terceiro trimestre, Minas-Rio registrou preço médio de US$ 77 por tonelada em base FOB Brasil, ante US$ 88 no mesmo período de 2025, uma queda de 12%.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

