A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para tirar do ministro Flávio Dino a relatoria da investigação sobre suspeita de envio de emendas parlamentares à produtora do filme Dark Horse. O parlamentar pede que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
Na semana passada, Dino autorizou a Polícia Federal a investigar o repasse de emendas parlamentares a empresas vinculadas à produtora da obra, que retrata a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2018.
Flávio, no entanto, quer que o caso seja enviado a Mendonça, porque ele é o responsável por outra investigação: o financiamento de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao filme.
O ministro Flávio Dino concentra no STF a relatoria de uma série de processos que investigam suspeitas em repasses de emendas parlamentares a empresas, entidades e ONGs.
Em maio, o deputado federal Mario Frias (PL) respondeu aos questionamentos do magistrado sobre suspeitas de ter destinado emendas parlamentares à organização não governamental Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme Dark Horse. Segundo denúncia analisada pelo STF, o político teria destinado R$ 2 milhões à ONG.
A defesa de Flávio argumenta que o caso ficou com Dino porque os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) apresentaram uma petição diretamente na ação sob relatoria do magistrado que trata sobre transparência em emendas parlamentares.
O pedido dos deputados requisita uma apuração de repasses de emendas parlamentares para o que classificou como um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”.







