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Casal compra a escola onde estudou na infância, assume um quarteirão com 14 salas, ginásio e palco e planeja transformar os 1.579 m² em uma casa para quatro gerações e 16 familiares após pagar US$ 470 mil pelo prédio abandonado no Kansas
Escrito por Geovane Souza
Publicado em 28/07/2026 às 15:27
Atualizado em 28/07/2026 às 15:28
Curiosidades
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O prédio desativado em Paola será dividido em residências independentes, enquanto o antigo ginásio passará a receber refeições, brincadeiras e encontros de uma família acostumada a viver sob o mesmo teto
Uma antiga escola que ocupa praticamente um quarteirão inteiro em Paola, no estado norte-americano do Kansas, começou a ser transformada em uma residência familiar fora do padrão. Shannon Barbour, de 60 anos, e o marido, Kevin Barbour, de 61, compraram o imóvel por US$ 470 mil em fevereiro de 2026.
O edifício possui aproximadamente 1.579 m², distribuídos entre 14 antigas salas de aula, ginásio, palco, corredores largos e áreas administrativas. O plano é acomodar quatro gerações da família em unidades privadas, mantendo parte da estrutura como espaço coletivo.
De acordo com informações divulgadas pela agência SWNS, o projeto foi apresentado como uma futura casa para 16 familiares. Kevin estudou no prédio durante o segundo ano escolar, enquanto três filhos do casal frequentaram o jardim de infância no mesmo endereço.
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A ligação afetiva, porém, foi apenas parte da decisão. A experiência da família com construção civil e reformas permitiu enxergar nas salas vazias uma oportunidade que exigiria meses de trabalho, novas instalações hidráulicas e uma reorganização completa do interior.
O prédio é maior do que os números divulgados inicialmente
Embora a família descreva a antiga escola como uma construção de 17 mil pés quadrados, os registros imobiliários disponíveis apontam uma área total de 17.755 pés quadrados, equivalente a aproximadamente 1.649 m². O terreno mede cerca de 2,4 acres, pouco menos de 9,8 mil m².
A propriedade aparece cadastrada como imóvel residencial de uso especial, com quatro banheiros antes da reforma e valor anual estimado de US$ 9,5 mil em impostos. A estrutura externa combina tijolos e detalhes de pedra, características mantidas desde o período em que funcionava como escola.
Segundo os dados reunidos pela Redfin a partir de registros públicos do Condado de Miami, o prédio havia sido anunciado por US$ 250 mil e vendido em junho de 2016 antes de chegar às mãos da família Barbour anos depois.
Salas de aula serão ligadas para formar casas completas
A proposta não consiste em espalhar camas e móveis pelas antigas salas. Os Barbour pretendem conectar conjuntos de ambientes para construir residências menores dentro da escola, cada uma com cozinha, banheiro, lavanderia e sala de estar.
O filho do casal deverá ocupar três salas com sua família. Uma das filhas também receberá três salas, enquanto Shannon e Kevin planejam usar duas. A mãe de Shannon, de 81 anos, terá um espaço próprio montado em uma das antigas classes.
Essa divisão busca conservar a independência de cada núcleo. Portas, paredes e passagens serão reorganizadas para evitar que todos dependam da mesma cozinha ou precisem dividir os mesmos banheiros durante a rotina diária.
A decoração também não seguirá um único padrão. Cada família poderá escolher acabamentos e organizar os cômodos de acordo com suas necessidades, embora todas continuem conectadas pelos corredores e espaços coletivos.
Ginásio e palco serão o centro da nova residência
O antigo ginásio deverá virar uma grande sala familiar. O ambiente foi escolhido para receber uma mesa comprida, áreas de brincadeiras para as crianças e espaço suficiente para festas, aniversários e celebrações de fim de ano.
O palco permanecerá integrado ao salão. Em vez de apresentações escolares, o local poderá ser usado pelas crianças, em reuniões familiares e durante atividades organizadas dentro da propriedade.
Na parte externa, os moradores já começaram a instalar uma horta e levaram galinhas para o terreno. A família também pretende construir uma piscina, mas essa etapa ainda depende do avanço das intervenções internas e da definição dos custos.
A família já dividia a mesma casa antes da compra
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A decisão de reunir várias gerações não surgiu com a escola. Shannon e Kevin afirmam que vivem de maneira multigeracional há cerca de 12 anos, desde uma mudança para o Havaí realizada em 2014.
Na ocasião, aproximadamente dez pessoas passaram a morar juntas em uma casa pequena. Filhos, companheiros e netos dividiam os ambientes, uma experiência que depois foi repetida em outros imóveis no Havaí e na região de Kansas City.
Ao longo desse período, a família reformou residências por meio do próprio negócio de construção. Kevin é empreiteiro licenciado, enquanto Shannon trabalha no planejamento dos projetos e na organização das etapas.
A reportagem publicada pelo The US Sun classifica o grupo como uma família de 16 pessoas, embora a relação citada inclua o casal, quatro filhos, 11 netos e a mãe de Shannon. Um 12º neto também estava a caminho quando o projeto foi divulgado. A composição exata dos moradores da primeira etapa não foi informada.
Durante as obras, parte da família passou a viver em trailers instalados na propriedade. A estratégia permite trabalhar no prédio sem manter áreas residenciais funcionando em meio à retirada de paredes, pisos e instalações antigas.
O prazo inicial de cinco meses enfrenta uma reforma de grande escala
Os Barbour estimaram inicialmente que os principais espaços poderiam ficar prontos em quatro ou cinco meses. O cronograma é considerado possível pela família porque boa parte do serviço será executada pelos próprios parentes, sem depender integralmente de equipes contratadas.
O prédio, contudo, apresenta desafios diferentes dos encontrados em uma casa convencional. Cada unidade precisa receber tubulações, chuveiros, cozinhas, sistemas elétricos e áreas de lavanderia onde antes existiam salas destinadas a dezenas de alunos.
Em uma das primeiras unidades planejadas, a família prevê retirar o forro suspenso, colocar piso novo, montar banheiro com chuveiro e instalar uma bancada de cozinha com cerca de quatro metros. Esse espaço deverá funcionar como modelo para as etapas seguintes.
Em publicação feita em 21 de julho de 2026, a conta responsável por acompanhar a obra ainda mostrava o imóvel em processo de transformação. Até aquela data, não havia anúncio público de conclusão das unidades residenciais.
O endereço já recebeu crianças mesmo depois de deixar de ser escola regular
O imóvel é conhecido localmente como North School. Documentos municipais mostram que o espaço continuou ligado à educação infantil depois de deixar de receber turmas regulares.
Uma ata da Prefeitura de Paola, datada de 10 de outubro de 2006, menciona atividades de prevenção contra incêndios realizadas no North School Head Start, programa voltado à primeira infância. O registro indica que o edifício teve outros usos educacionais antes do período de desocupação que antecedeu a nova reforma.
A mudança para uso residencial preservará a fachada escolar, mas alterará completamente a função dos ambientes internos. Quadros, corredores, janelas altas e o antigo palco permanecerão como sinais da origem do prédio.
Moradias multigeracionais voltaram a crescer nos Estados Unidos
O projeto dos Barbour acompanha uma mudança mais ampla nas formas de moradia dos Estados Unidos. Em 2020, casas com três ou mais gerações representavam 7,2% dos domicílios familiares do país, segundo o Census Bureau.
Uma análise do Pew Research Center calculou que 59,7 milhões de pessoas viviam em residências multigeracionais em 2021. Esse grupo correspondia a 18% da população norte-americana, mais que o dobro da proporção registrada em 1971.
O reaproveitamento de prédios antigos também ganhou espaço na construção civil. A American Institute of Architects calcula que reformas, adaptações e intervenções em estruturas existentes já respondem por quase metade do faturamento dos escritórios de arquitetura nos Estados Unidos.
Para a família Barbour, a antiga escola oferece espaço para acompanhar de perto a rotina dos netos sem eliminar a privacidade dos filhos adultos. O resultado dependerá do avanço da obra, dos custos ainda não definidos e da capacidade de adaptar uma construção escolar às exigências de várias residências completas.
Você moraria com quatro gerações da família em uma antiga escola, mesmo tendo uma cozinha e uma área privada? Deixe seu comentário e conte quais vantagens ou dificuldades você enxerga nesse tipo de casa compartilhada.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

