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Após 241 dias no espaço, astronauta da Nasa e dois cosmonautas russos retornam à Terra a bordo da Soyuz MS-28
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 28/07/2026 às 20:42
Ciência e Tecnologia
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Três astronautas retornaram à Terra na Soyuz MS-28 após 241 dias em órbita, enquanto uma nova tripulação assumiu a Expedição 75.
O pouso da Soyuz MS-28 no Cazaquistão concluiu, no domingo, 26 de julho de 2026, uma missão de 241 dias para o astronauta norte-americano Chris Williams e os cosmonautas russos Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev. A cápsula desceu com auxílio de paraquedas na estepe cazaque, a sudeste da cidade de Dzhezkazgan, conforme informou a Nasa.
Embora o pouso tenha marcado a volta dos três tripulantes à Terra, a mudança oficial de expedição aconteceu algumas horas antes. A Expedição 74 terminou quando a Soyuz MS-28 se desacoplou do módulo Rassvet. Nesse momento, começou a Expedição 75, comandada pela astronauta Jessica Meir, segundo o cronograma oficial da agência espacial norte-americana.
Missão completou 3.856 voltas ao redor da Terra
Williams, Kud-Sverchkov e Mikaev haviam partido para o espaço em 27 de novembro de 2025. Durante a missão, completaram 3.856 órbitas ao redor da Terra e percorreram mais de 164 milhões de quilômetros, equivalentes a 102 milhões de milhas, de acordo com o balanço publicado pela Nasa após o pouso.
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A viagem representou a primeira experiência espacial de Williams e Mikaev. Kud-Sverchkov, que comandou a Expedição 74 antes de entregar a função a Jessica Meir, concluiu seu segundo voo espacial.
A Soyuz MS-28 deixou a Estação Espacial Internacional às 3h03 no horário da costa leste dos Estados Unidos. Depois do desacoplamento, a nave realizou a queima de saída de órbita e iniciou a descida pela atmosfera. O pouso aconteceu às 15h27 no horário do Cazaquistão, conforme os horários divulgados pela Nasa.
Equipes de recuperação retiraram os três tripulantes da cápsula e os transportaram de helicóptero para Karaganda, onde estavam concentrados os profissionais responsáveis por essa etapa da operação.
A partir da cidade cazaque, o grupo segue itinerários diferentes. Williams retorna ao Centro Espacial Johnson, em Houston, enquanto Kud-Sverchkov e Mikaev seguem para a Cidade das Estrelas, centro de treinamento localizado nas proximidades de Moscou. Os destinos foram detalhados pela Nasa antes da operação de retorno.
Estação passa a operar com sete tripulantes
A saída da Soyuz MS-28 reduziu de dez para sete o número de pessoas na Estação Espacial Internacional. A tripulação substituta chegou ao complexo orbital em 14 de julho, 12 dias antes do retorno de Williams e dos dois cosmonautas.
A Soyuz MS-29 transportou o astronauta da Nasa Anil Menon e os cosmonautas Pyotr Dubrov e Anna Kikina. Lançada do Cosmódromo de Baikonur, a nave completou uma viagem de aproximadamente três horas e se acoplou ao módulo Prichal, segundo o comunicado sobre a chegada da tripulação.
Menon, Dubrov e Kikina permaneceram na estação com Jessica Meir, Jack Hathaway, Sophie Adenot e Andrey Fedyaev. Os sete integram a Expedição 75, iniciada oficialmente no dia 26 de julho. A composição completa pode ser consultada na página da missão mantida pela Nasa.
A permanência simultânea das duas tripulações permitiu a transferência de tarefas antes do encerramento da expedição anterior. Entre os trabalhos previstos para a nova fase estão pesquisas sobre produção no espaço, inteligência artificial aplicada a exames de saúde e impressão de tecidos humanos em condições de microgravidade.
Visita a Baikonur evidenciou cooperação espacial
O lançamento da MS-29 também chamou atenção pela presença de Jared Isaacman, administrador da Nasa. Foi a primeira visita de um dirigente da agência norte-americana ao Cosmódromo de Baikonur em oito anos, segundo a Associated Press.
A viagem ocorreu em meio às tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Rússia, agravadas desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022. As divergências entre os governos, entretanto, não interromperam as operações compartilhadas na Estação Espacial Internacional.
Nasa e Roscosmos mantêm um acordo de tripulações integradas. Pelo sistema, astronautas norte-americanos podem viajar em naves Soyuz, enquanto cosmonautas russos ocupam assentos em espaçonaves comerciais dos Estados Unidos, como a Crew Dragon.
O objetivo é manter profissionais dos dois países na estação mesmo que um dos sistemas de transporte enfrente atrasos ou problemas técnicos. Documentos da Nasa explicam que o compartilhamento de assentos preserva a presença norte-americana e russa caso uma Soyuz ou uma espaçonave comercial tenha sua programação alterada.
O retorno de Chris Williams na Soyuz MS-28 e a viagem de Anil Menon na MS-29 são exemplos recentes dessa integração. A rotação encerrou uma missão de 241 dias, abriu oficialmente a Expedição 75 e manteve a cooperação entre os dois principais operadores da estação espacial.
Fonte
Olhar Digital
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

