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Supermercados surpreendem clientes com nova regra que muda a compra de frutas e verduras, provoca críticas, envolve mudança e já tem data para deixar de ser obrigatória
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/07/2026 às 11:04
Curiosidades
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Mudança inesperada nas balanças de frutas e verduras alterou uma tarefa rotineira nos supermercados suíços, gerou reclamações entre consumidores e abriu uma discussão política sobre precisão, praticidade e custos, com efeitos diferentes para as principais redes do país nos próximos anos.
Os supermercados suíços passaram a exigir, no início de 2025, que consumidores informassem o tipo de embalagem usado antes da impressão da etiqueta de frutas e verduras, acrescentando uma etapa à pesagem e provocando reclamações sobre demora e dificuldade no processo.
Em vez da tolerância adotada anteriormente, a nova regra passou a desconsiderar qualquer embalagem no cálculo do peso líquido, mesmo quando o saco utilizado pesava menos de dois gramas e representava uma diferença mínima no valor final da compra.
Na prática, quem colocava bananas, tomates, batatas ou outros alimentos sobre a balança precisava indicar se a mercadoria estava sem embalagem, em saco plástico, em saco de papel ou dentro de uma bolsa reutilizável de tecido.
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Regra de pesagem mudou a rotina nos supermercados
Antes da alteração, bastava selecionar o produto, colocar os alimentos na balança e imprimir a etiqueta, porque o sistema seguia uma regra simplificada para embalagens consideradas insignificantes no cálculo do preço cobrado pela mercadoria vendida a granel.
Com o fim dessa exceção, aproximadamente 7 mil balanças precisaram ser reprogramadas e recalibradas, segundo reportagem do portal suíço Blue News, que relacionou os custos operacionais às adaptações feitas pelas grandes redes varejistas do país.
Embora a medida buscasse assegurar que o consumidor pagasse somente pelo alimento, sem incluir o peso do recipiente, representantes políticos consideraram pequeno o benefício financeiro, enquanto a nova etapa passou a ser criticada por tornar as compras mais lentas.
Nesse contexto, a deputada federal Daniela Schneeberger, do Partido Liberal-Radical e representante de Basileia-Campo, levou o tema ao Parlamento ao defender o retorno da tolerância para embalagens protetoras de até dois gramas usadas na venda de frutas e verduras.
Segundo a parlamentar, a diferença de peso era pequena demais para produzir uma redução perceptível no preço, mas a exigência ampliava o trabalho dos supermercados e prolongava a operação realizada pelos clientes diante das balanças eletrônicas.
Críticas destacaram impacto sobre consumidores idosos
Entre os argumentos apresentados, Schneeberger afirmou que o procedimento causava frustração desnecessária, sobretudo entre consumidores idosos, que poderiam encontrar maior dificuldade para compreender as opções exibidas na tela antes da emissão da etiqueta com o valor da compra.
Por outro lado, a proposta mantinha o princípio da cobrança pelo peso líquido, sem impedir que supermercados continuassem utilizando sistemas capazes de descontar, automática ou manualmente, o peso das embalagens escolhidas pelos consumidores durante a pesagem.
Depois da discussão parlamentar, o Conselho Nacional e o Conselho dos Estados, as duas casas do Parlamento suíço, aprovaram a retomada da exceção, enquanto o governo federal concordou com o restabelecimento da tolerância para sacos protetores de até dois gramas.
Ainda assim, a decisão não obriga todas as redes a retornarem ao sistema anterior, pois também busca evitar novos gastos com reprogramação, calibração e substituição de procedimentos que já foram incorporados ao funcionamento cotidiano dos supermercados.
Mudança deixará de ser obrigatória em 2027
A partir de 2027, cada varejista poderá escolher entre manter a pergunta sobre a embalagem ou voltar ao modelo simplificado, no qual o pequeno peso do saco poderá ser incluído sem exigir uma seleção adicional do consumidor.
Essa liberdade já produziu respostas diferentes entre as maiores redes do país, porque a Coop informou que pretende retomar o procedimento anterior, considerado mais simples, enquanto a Migros decidiu conservar o sistema implementado após a alteração regulatória.
Na Migros, a opção relacionada ao saco poderá continuar disponível nas balanças, mas a rede afirmou que os processos atuais já estão estabelecidos e funcionam no atendimento sem obrigar todos os consumidores a fazer a seleção para obter o preço correto.
Em direção oposta, a Coop anunciou que pretende voltar ao formato usado antes da mudança, argumentando que a retirada dessa etapa torna a pesagem mais simples para quem compra frutas, verduras, legumes e outros alimentos comercializados sem embalagens fechadas.
Mesmo com a flexibilização prevista, o comprador continuará pagando pelo peso líquido, enquanto a exceção permitirá que embalagens protetoras muito leves sejam tratadas de maneira simplificada, de acordo com a escolha operacional adotada por cada estabelecimento.
Ao longo desse processo, uma mudança técnica criada para aumentar a precisão de poucos gramas acabou alterando uma rotina repetida diariamente, gerando custos para empresas, debates políticos e respostas distintas entre redes concorrentes do varejo suíço.
Até a entrada da regra facultativa, os clientes ainda poderão encontrar balanças que solicitam a identificação da embalagem, porque a obrigação atual permanece durante o período de transição e cada empresa definirá posteriormente se manterá ou modificará seus equipamentos.
Com a possibilidade de escolher entre precisão máxima e uma operação mais rápida, qual modelo deveria prevalecer nos supermercados: o desconto exato de qualquer embalagem ou a tolerância de dois gramas para simplificar a compra?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

