Três integrantes da coligação Avança Acre apresentaram nesta segunda-feira (17) novas atas retificadoras à Justiça Eleitoral para complementar informações sobre a candidatura de Marcio Bittar ao Senado e esclarecer dados relacionados à composição da aliança. PDT, Democrata e Federação União Progressista (União/PP) passaram a registrar, em documentos enviados no mesmo dia, a chapa formada por Marcio Miguel Bittar, número 222, como candidato ao Senado, tendo Jebert Willyans Cavalcante Nascimento como 1º suplente e Lívio Veras como 2º suplente.
Os documentos fazem parte do processo de regularização do Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (DRAP) da coligação Avança Acre. A Federação União Progressista afirma expressamente que sua retificação foi apresentada para cumprir diligência perante a Justiça Eleitoral.
A retificadora do PDT, transmitida às 9h43 desta segunda-feira, apresenta uma mudança de redação relevante em relação ao registro anterior. Na versão anterior, o partido dizia que havia ratificado o apoio político à candidatura de Marcio Bittar, cuja formalização seria feita pela agremiação competente.
Na nova versão, porém, o PDT registra expressamente que a convenção ratificou “como candidato a segunda vaga de Senador da República” Marcio Miguel Bittar, filiado ao PL, nome de urna Marcio Bittar e número 222. O documento também identifica Jebert Willyans Cavalcante Nascimento, do PL, como 1º suplente, e Lívio Veras, do PP, como 2º suplente.
A ata mantém a candidatura de Gladson Cameli para a outra vaga de senador da coligação, além da chapa formada por Mailza Assis Cameli para o governo e Jéssica Sales para a vice-governadoria.
A Federação União Progressista enviou sua retificadora complementar às 10h41. Na ata anterior, a Federação havia registrado apenas que a convenção ratificava o apoio político à candidatura de Marcio Bittar ao Senado, a ser formalizada pela agremiação competente e integrada ao pedido de registro da coligação.
Agora, o documento esclarece que esse apoio se refere à chapa completa: Marcio Bittar, número 222; Jebert Willyans Cavalcante Nascimento, como 1º suplente; e Lívio Veras, como 2º suplente.
A Federação afirma que a complementação tem caráter “declaratório e saneador” e não representa escolha de uma nova candidatura ou mudança da vontade manifestada pelos convencionais. O documento também informa que a chapa está registrada no DRAP da Avança Acre.
O Democrata apresentou sua retificadora às 11h23, também nesta segunda-feira. Além de detalhar a chapa de Marcio Bittar, o documento trata de uma divergência encontrada no Sistema de Candidaturas.
O partido afirma que sua convenção, realizada em 4 de agosto, aprovou por unanimidade a participação na Avança Acre, formada por PDT, MDB, PL, Democrata e Federação União Progressista.
Na retificadora, o Democrata afirma expressamente que sua inclusão no Sistema de Candidaturas como integrante da coligação “Trabalho da Esperança” não correspondia à deliberação tomada na convenção. Segundo o documento, a decisão expressa do partido foi pela integração à Avança Acre.
A composição da Avança Acre já havia passado por uma alteração anterior. Na ata original da Federação União Progressista, a coligação incluía também a Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade. Na retificação apresentada em 5 de agosto, essa federação foi retirada. Desde então, a composição registrada passou a ser formada por PDT, MDB, PL, Democrata e Federação União Progressista (União/PP).
Essa é a mesma composição apresentada na retificadora do Democrata e consta nos dados da coligação Avança Acre no sistema eleitoral da Federação União Progressista.
Embora cada retificação tenha uma finalidade específica, os três documentos apresentados nesta segunda-feira convergem em um ponto: a identificação completa da candidatura de Marcio Bittar ao Senado.
O PDT, em sua nova versão, registra Bittar diretamente como candidato à segunda vaga. A Federação União Progressista e o Democrata complementam o registro anterior de “apoio político” com os dados da chapa. Em todos os casos, aparecem os mesmos nomes: Marcio Bittar, número 222; Jebert Willyans Cavalcante Nascimento, 1º suplente; e Lívio Veras, 2º suplente.
As atas também deixam claro que, segundo as próprias agremiações, as correções não representam uma mudança da decisão política tomada nas convenções. No caso da Federação, a finalidade declarada é sanar uma omissão material; no Democrata, esclarecer a composição da coligação e complementar os dados da candidatura.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

