Sony Music confirmou o lançamento global nos cinemas e salas IMAX, a partir de 7 de outubro, de Queen Budapest, o registro do histórico concerto que marcou o 40º aniversário do primeiro show de rock em estádio de uma banda ocidental atrás da Cortina de Ferro.
O novo lançamento vem de encontro com fato de que a Sony Musicfinalizou a aquisição do catálogo do Queen por um valor recorde de US$ 1,27 bilhão em 2024, consolidando a propriedade de um dos mais influentes acervos musicais da história.
O anúncio do filme celebra uma das últimas performances de Freddie Mercury filmadas ao vivo, enquanto a compra do catálogo sublinha a estratégia agressiva da Sony no mercado de aquisições musicais.
O filme Queen Budapest, em parceria com a Trafalgar Releasing, terá exibições por tempo limitado. Gravado em 27 de julho de 1986, no Népstadion, em Budapeste, durante a turnê The Magic Tour, o concerto foi meticulosamente restaurado em 4K a partir das filmagens originais em 35 mm, um trabalho realizado pela Park Road Post Production, de Sir Peter Jackson, na Nova Zelândia.
O áudio também passou por uma nova mixagem a partir das gravações multicanal originais, garantindo uma experiência sonora imersiva. Além da projeção cinematográfica, o projeto ganhará lançamento em múltiplos formatos físicos pela Legacy Recordings em todo o mundo e pela Hollywood Records na América do Norte em 30 de outubro, incluindo Blu-ray, DVD, CD e uma edição especial em vinil triplo (3LP), disponibilizada pela primeira vez.
A trilha sonora do concerto, remixada pela equipe de estúdio do Queen, acompanhará essas edições.
Um Marco Histórico e Sua Restauração
O concerto de Budapeste foi um evento de proporções épicas. O Queen se tornou a primeira banda de rock ocidental a se apresentar em um estádio atrás da Cortina de Ferro, em um período de intensas transformações políticas. Com 80 mil ingressos esgotados e uma estimativa de 45 mil pessoas acompanhando a apresentação do lado de fora do estádio – incluindo fãs da Rússia e Polônia – o show foi um fenômeno cultural.
Registrado em película de 35 mm por 17 câmeras e aproximadamente 40 quilômetros de filme, o evento contou com aprovação inédita do governo húngaro comunista. A gravação captura a banda em seu auge performático, apenas cinco shows antes da última apresentação de Freddie Mercury na turnê.
O repertório inclui clássicos como We Will Rock You, We Are The Champions, Under Pressure e Bohemian Rhapsody, além de uma versão acústica da canção folclórica húngara Tavaszi Szél Vizet Áraszt.
A restauração em 4K e a nova mixagem de áudio buscam preservar e elevar a qualidade desse registro histórico. A inclusão da faixa Who Wants To Live Forever, composta por Brian May para a trilha sonora do filme Highlander e parte do álbum A Kind Of Magic, ressalta a profundidade do material apresentado. Lançada como single em setembro de 1986, a canção alcançou o Top 10 em diversos países europeus e mantém sua relevância cultural, tendo sido utilizada em produções recentes como a série It’s A Sin e o trailer da temporada final de Stranger Things.
A Aquisição de um Legado Bilionário
A aquisição do catálogo do Queen pela Sony Music Entertainment por US$ 1,27 bilhão representa a maior transação desse tipo na história da indústria musical, superando o valor pago pela mesma Sony pelos direitos de Bruce Springsteen (US$ 550 milhões). Este valor astronômico abrange não apenas o catálogo de publicação e os direitos de gravação master, mas também a participação nos lucros do filme Bohemian Rhapsody, que se tornou um sucesso global.
A empresa Queen Productions Ltd., sediada em Londres, viu sua receita disparar de 12,34 milhões de euros (cerca de R$ 74 milhões) em 2016 para 40,89 milhões de euros (R$ 245 milhões) em 2022, impulsionada pelo impacto do filme.
A Sony Music tem demonstrado um apetite voraz por grandes catálogos nos últimos anos. Além das aquisições de Bruce Springsteen e Bob Dylan (estimados US$ 200 milhões), a gigante japonesa desembolsou US$ 600 milhões por metade dos direitos de publicação e gravação de Michael Jackson e garantiu os direitos de músicas presentes e futuras de Kevin Parker, do Tame Impala.
Essa estratégia de aquisição consolida a Sony como uma força dominante em um mercado em constante reconfiguração, onde o valor dos catálogos musicais históricos continua a crescer.
Mesmo após o lançamento do último álbum de estúdio completo em 1995, o Queen mantém uma relevância inabalável. No Spotify, a banda figura entre os artistas mais ouvidos globalmente, com cinco faixas ultrapassando um bilhão de streams, e Bohemian Rhapsody superando 2,5 bilhões.
Para Brian May e Roger Taylor, que continuam a se apresentar como Queen com Adam Lambert, a decisão de passar a supervisão do legado da banda para a Sony é um movimento estratégico para garantir a longevidade e a prosperidade da obra do grupo para as futuras gerações.
A chegada de Queen Budapest aos cinemas e a aquisição do catálogo pela Sony são eventos que reforçam a imortalidade do Queen no panorama musical global.
Confira a versão ao vivo para o clássico Who Wants to Live Forever do Queen, em Budapeste:
Fonte: Terra
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Terra.

