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Arqueólogos abrem tumba de 2.400 anos na Turquia e encontram moedas que levantam uma intrigante hipótese se pode ter pertencido a um atleta da Antiguidade
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 13/08/2026 às 19:36
Atualizado em 13/08/2026 às 19:37
Ciência e Tecnologia
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Descubra a tumba de 2.400 anos achada na Turquia. Saiba os detalhes do sarcófago, das moedas de prata e da investigação sobre o antigo lutador.
Equipes de escavação revelaram na Necrópole Oriental da antiga cidade de Aspendos, na Turquia, uma tumba com cerca de 2,4 mil anos datada entre o final do século 5 a.C. e o século 4 a.C. A estrutura continha um esqueleto humano acompanhado de moedas de prata cunhadas com imagens de lutadores, gerando debates intensos sobre a possibilidade de os restos mortais pertencerem a um atleta daquela civilização clássica.
O debate sobre a identidade do indivíduo na Antiguidade
A hipótese de que a tumba abrigou um desportista fundamenta-se na presença marcante de estáteres, as moedas de prata locais que exibiam dois lutadores nus.
O arqueólogo Oğuz Tekin, da Universidade Koç, destacou que a longa circulação desse design reflete a forte importância cívica que a modalidade possuía em Aspendos. Apesar disso, historiadores pedem cautela antes de associar diretamente o achado a um atleta.
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Em entrevista para a Live Science, a pesquisadora Sarah E. Bond, da Universidade de Iowa, lembrou que as moedas circulavam amplamente entre a população em geral como meio de pagamento.
Para confirmar a identidade esportiva, seria imprescindível uma análise anatômica detalhada do esqueleto em busca de marcas físicas específicas, a exemplo de um nariz quebrado e cicatrizado durante a vida.
A relevância histórica e a estrutura do túmulo
A revelação do complexo funerário preenche lacunas importantes sobre os rituais de sepultamento e a organização social dos habitantes da antiga cidade, cujos registros arqueológicos dessa fase eram historicamente limitados.
O túmulo foi construído em formato de caixa utilizando placas rígidas de lajes de pedra, posicionando-se estrategicamente ao longo de uma via que descia das muralhas orientais em direção ao teatro local.
Segundo o Ministro da Cultura e Turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, o achado fortalece o compromisso científico de proteger e decifrar o patrimônio cultural da região, afirmando:
“Com cada nova descoberta em Aspendos, continuaremos a completar as páginas que faltam em nossa história, a proteger nosso patrimônio cultural por meio de estudos científicos e a levá-lo para o futuro“.
Adicionalmente, os trabalhos de campo continuam em ritmo acelerado para examinar outros pontos do terreno recém-mapeado.
Especialistas acreditam que novas escavações poderão trazer à luz artefatos adicionais, esclarecendo ainda mais as práticas funerárias daquela sociedade e ampliando o entendimento acadêmico sobre o cotidiano da antiga civilização na Ásia Menor.
Fonte
Revista Galileu
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

