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Caminhoneiro paulista descobre que uma segunda carga de doações não tinha veículo para seguir ao RS e, em vez de deixar os donativos sem transporte, oferece a própria carreta para carregar 28 toneladas e levar alimentos e mantimentos às famílias atingidas pelas enchentes no RS
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 29/08/2026 às 19:30
Atualizado em 29/08/2026 às 19:31
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A mobilização em Flórida Paulista continuou recebendo mantimentos mesmo depois da saída de uma primeira remessa. Quando o novo volume passou a exigir outro caminhão de grande porte, Antônio Carlos Zambianqui, conhecido como Clone, disponibilizou a própria carreta e assumiu o transporte até Triunfo.
Uma segunda carga de doações reunida em Flórida Paulista, no interior de São Paulo, precisava de um veículo de grande porte para seguir ao Rio Grande do Sul. Ao saber da dificuldade, o caminhoneiro Antônio Carlos Zambianqui, o Clone, ofereceu a própria carreta para realizar a entrega.
A necessidade apareceu depois que uma primeira remessa já havia deixado o município. As contribuições continuaram chegando ao ponto de coleta, com participação de moradores de Flórida Paulista e de cidades próximas, e o novo volume tornou necessária outra operação de transporte.
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A ligação de Clone com a campanha veio pela própria família: a filha do caminhoneiro participava da arrecadação e da triagem dos materiais quando comentou com o pai que a segunda carga ainda não tinha um caminhão capaz de levá-la ao destino.
Ele então colocou a carreta à disposição e também assumiu a condução até o Sul. Segundo reportagem da Folha Regional NET, a primeira remessa havia seguido com outro transporte, enquanto o novo lote dependia de uma solução logística para sair do interior paulista.
A carreta foi carregada com aproximadamente 28 toneladas de donativos destinados às pessoas afetadas pelas enchentes. O destino informado foi Triunfo, no Rio Grande do Sul, a cerca de 1.500 quilômetros do ponto de partida considerado pela reportagem regional.
Uma segunda carga já esperava transporte
O problema enfrentado pela mobilização não estava mais na arrecadação, mas na capacidade de retirar os produtos do ponto de coleta e levá-los ao estado atingido, uma etapa indispensável quando alimentos e mantimentos se acumulam em volume suficiente para ocupar uma carreta.
Em Flórida Paulista, o novo desafio surgiu porque as doações não pararam depois da saída do primeiro carregamento. Voluntários continuaram recebendo e separando produtos, enquanto a quantidade disponível crescia novamente até exigir outro veículo pesado.
A Folha Regional NET informou que Clone cedeu a carreta e realizou o transporte. Já os gastos necessários para a viagem, entre eles combustível e pedágios, foram pagos com recursos obtidos por meio de contribuições destinadas a viabilizar o deslocamento.
A viagem consumiu cerca de um dia e meio, com aproximadamente 30 horas de direção relatadas pelo caminhoneiro até a conclusão do trajeto e da entrega em território gaúcho.
Antes da partida, porém, havia uma etapa de preparação que envolvia outras pessoas da campanha. Os materiais precisavam ser recebidos, separados e organizados para o carregamento, trabalho do qual a filha de Clone participava quando identificou a falta de um novo meio de transporte.
A decisão do caminhoneiro conectou essas duas pontas da operação: de um lado, havia toneladas de produtos já reunidos; do outro, uma carreta disponível e um motorista disposto a percorrer a distância necessária para levá-los ao Rio Grande do Sul.
Enchentes ampliaram o desafio de levar ajuda
A viagem ocorreu durante a grande mobilização provocada pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, período em que campanhas de diferentes partes do país passaram a reunir alimentos, água, roupas e outros itens destinados às populações atingidas.
Além das doações, essas ações exigiam infraestrutura para transformar o material arrecadado em entregas efetivas. Caminhões, motoristas, pontos de triagem e recursos para custear deslocamentos tornaram-se parte da cadeia necessária para levar grandes volumes até os municípios afetados.
Um balanço da Defesa Civil do Rio Grande do Sul registrou 478 municípios e 2.398.255 pessoas afetadas pelas chuvas e inundações, dimensão que ajuda a contextualizar a quantidade de campanhas e deslocamentos mobilizados durante a emergência.
No caso de Flórida Paulista, a arrecadação envolvia moradores do município e de localidades próximas. A primeira saída não encerrou o trabalho porque novas contribuições continuaram chegando, criando outra carga que precisava ser preparada e retirada.
A participação de Clone resolveu especificamente esse segundo transporte. Enquanto a comunidade reuniu os produtos, voluntários organizaram o material e doações financeiras ajudaram a cobrir despesas da viagem, o caminhoneiro disponibilizou o veículo e assumiu a condução até Triunfo.
Depois de aproximadamente 1.500 quilômetros, as 28 toneladas chegaram ao município gaúcho. Ao relatar a experiência à reportagem regional, Clone contou ter encontrado áreas marcadas pelos efeitos das enchentes e descrito um cenário de destruição e tristeza durante a passagem pelo estado.
A entrega não significou o fim da mobilização em Flórida Paulista, já que a reportagem registrou que novas contribuições continuavam chegando ao ponto de coleta e poderiam exigir outros carregamentos e novos meios de transporte.
Após descarregar a carreta em Triunfo, Clone iniciou a viagem de retorno para São Paulo. Quando falou à Folha Regional NET sobre o percurso e a entrega, o caminhoneiro já estava novamente na estrada, voltando para casa depois de concluir o transporte.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

