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Tremor de terra é registrado durante a madrugada e atinge magnitude 1,4 no Sertão da Paraíba
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 19/08/2026 às 01:12
Atualizado em 19/08/2026 às 01:13
Ciência e Tecnologia
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Tremor de magnitude 1,4 foi registrado em Belém do Brejo do Cruz, na Paraíba, durante a madrugada, sem relatos de que tenha sido sentido.
Um tremor de terra de magnitude preliminar 1,4 mR foi registrado em Belém do Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba, por volta das 0h55 de terça-feira, 18 de agosto. O evento foi identificado pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) por meio da rede de estações que acompanha a atividade sísmica na região.
Por causa da baixa intensidade, não houve relatos de moradores que tenham sentido o abalo. O registro ocorreu apenas nos equipamentos de monitoramento, situação comum em eventos pequenos, que podem acontecer sem produzir qualquer percepção para quem está na superfície.
Tremor foi identificado somente pelos equipamentos
O LabSis/UFRN informou que continua acompanhando os registros da área. Estações sismográficas conseguem detectar vibrações que seriam imperceptíveis para a população e ajudam a identificar onde e com qual intensidade ocorreu determinado evento.
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No caso registrado em Belém do Brejo do Cruz, três características ajudam a dimensionar o episódio:
- o tremor ocorreu durante a madrugada, às 0h55;
- a magnitude preliminar calculada foi de 1,4 mR;
- não foram registrados relatos de que moradores tenham percebido o abalo.
Isso diferencia a ocorrência de eventos mais fortes, que podem ser sentidos em cidades próximas e eventualmente provocar movimentação de objetos ou outras consequências perceptíveis.
Nordeste concentra registros de atividade sísmica
Embora terremotos de grande intensidade sejam mais associados a regiões próximas aos limites entre placas tectônicas, o Brasil também registra abalos. No território brasileiro, eles costumam estar relacionados à liberação de tensões acumuladas no interior da crosta terrestre.
O Nordeste aparece entre as regiões onde esse tipo de atividade é observado com maior frequência. Áreas do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba possuem registros recorrentes, geralmente de baixa magnitude.
Essas movimentações podem ocorrer quando tensões geológicas provocam deslocamentos em falhas existentes na crosta. Na maioria dos casos, a energia liberada é pequena e o fenômeno só se torna conhecido porque foi captado pelas redes de monitoramento.
Eventos com potencial de dano são raros no Brasil
A ocorrência na Paraíba não indica, por si só, uma situação de risco elevado. Tremores pequenos podem acontecer sem qualquer efeito sobre construções ou sobre a rotina das cidades.
Abalos capazes de provocar danos significativos são considerados raros no país. Quando a magnitude aumenta ou o epicentro fica próximo de uma área habitada, porém, cresce a possibilidade de moradores perceberem a movimentação.
Por isso, o acompanhamento realizado pelo LabSis/UFRN permite manter um histórico da atividade regional e identificar alterações no padrão dos registros. No caso de Belém do Brejo do Cruz, o tremor de magnitude 1,4 entrou nesse monitoramento sem relatos de que tenha sido sentido pela população.
Fonte
G1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

