3 min de leitura
China construiu um radiotelescópio do tamanho de 30 campos de futebol, com 500 metros de diâmetro e milhares de painéis capazes de “ouvir” sinais extremamente fracos do espaço
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 03/09/2026 às 19:54
Atualizado em 03/09/2026 às 19:55
Ciência e Tecnologia
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Instalado em uma depressão natural, o radiotelescópio de Guizhou usa milhares de painéis móveis para observar pulsares, rajadas rápidas de rádio, hidrogênio neutro e possíveis sinais tecnológicos vindos além do Sistema Solar com alta sensibilidade
O radiotelescópio de Guizhou, instalado em uma depressão natural entre as montanhas da região, possui um refletor de meio quilômetro de diâmetro formado por milhares de painéis triangulares. A estrutura foi projetada para captar sinais de rádio extremamente fracos e apoiar pesquisas sobre pulsares, rajadas rápidas de rádio, hidrogênio neutro e possíveis assinaturas tecnológicas além do Sistema Solar.
Assista o vídeo
Radiotelescópio de Guizhou usa a própria superfície para apontar para o céu
Uma das características centrais do instrumento é a forma como realiza suas observações. Em vez de movimentar toda a estrutura, o sistema modifica partes da superfície ativa para formar temporariamente uma parábola direcionada à região do céu que será estudada.
Os milhares de painéis triangulares são ajustados por atuadores de alta precisão. Acima do grande refletor, uma cabine focal suspensa por cabos recebe os sinais captados pela estrutura.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Economia
Demissão em massa: Uber anuncia corte de 3,3 mil funcionários no maior enxugamento desde a pandemia
Maior demissão da empresa desde a pandemia elimina 3,3 mil vagas, enxuga a estrutura corporativa e revela a ameaça que pode transformar o aplicativo em algo muito diferente
A Uber anunciou…
Paulo Nogueira
2
O posicionamento dessa cabine também exige controles capazes de compensar fatores como vento e gravidade.
A combinação permite direcionar o sistema sem movimentar fisicamente todo o prato de meio quilômetro.
A instalação em uma depressão natural nas montanhas de Guizhou também atende às necessidades das observações.
O afastamento dos grandes centros urbanos ajuda a reduzir interferências provocadas por celulares, rádios e outras fontes de sinais humanos.
Pulsares e rajadas rápidas de rádio estão entre os principais alvos
Entre as áreas de pesquisa do radiotelescópio de Guizhou estão os pulsares, objetos cujos sinais extremamente regulares podem funcionar como relógios cósmicos.
A observação desses objetos permite estudar fenômenos ligados à gravidade e também investigar o plasma existente entre as estrelas.
O material-base aponta que o instrumento já revelou centenas de novos pulsares, incluindo sistemas de milissegundos.
Outro alvo são as rajadas rápidas de rádio, conhecidas pela sigla FRBs. O aumento da frequência e da nitidez dessas detecções permite analisar características como polarização, distâncias estimadas e os ambientes relacionados aos eventos.
O equipamento também é empregado no mapeamento do hidrogênio neutro, utilizado nas pesquisas sobre formação de estruturas galácticas, e na medição do meio interestelar por dispersão e rotação de polarização.
Assista o vídeo
Grande área coletora amplia capacidade de captar sinais fracos
A área coletora de meio quilômetro é determinante para a sensibilidade do instrumento. Quanto maior a superfície disponível para receber ondas de rádio, maior é a capacidade de trabalhar com sinais de baixa intensidade.
Essa característica permite buscar linhas de hidrogênio mais distantes, pulsares menos luminosos e pequenas variações em fontes variáveis.
O processamento em tempo real também permite responder a alertas emitidos por outros observatórios, abrindo caminho para campanhas em conjunto com instrumentos que trabalham em outras faixas, incluindo telescópios ópticos e de raios X.
Controle de interferências é parte essencial das observações
A sensibilidade também cria um desafio: proteger as observações da interferência gerada por equipamentos e sistemas externos.
Segundo o material fornecido, zonas de exclusão, fiscalização, blindagem eletromagnética, protocolos de desligamento e janelas coordenadas de observação estão entre as medidas utilizadas para preservar as condições necessárias aos estudos.
A operação ainda envolve colaboração com redes internacionais dedicadas a pulsares e FRBs, além de investimentos em processamento de dados, algoritmos de aprendizado automático e desenvolvimento de novos sistemas.
Esta matéria foi elaborada com base exclusivamente no material-base fornecido, com dados, características técnicas e informações preservados conforme o conteúdo apresentado.
Fonte
https://jornalinside.com/
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

