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Esbanjando porta-malas de 600 litros, custando menos de R$ 55 mil, JAC T5 1.5 CVT faz até 11,6 km/L, combina mecânica aspirada com câmbio automático e aparece como opção econômica entre os SUVs usados
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/09/2026 às 19:18
Atualizado em 08/09/2026 às 19:19
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Versão automática do SUV combina motor 1.5 flex de até 127 cv, transmissão CVT e cinco lugares; referência da Fipe está em R$ 53.449, enquanto anúncios reunidos pela Webmotors mostram diferenças relevantes conforme quilometragem, conservação e localização.
O JAC T5 1.5 CVT 2018 ocupa uma faixa próxima dos R$ 50 mil no mercado de usados. A tabela de preços publicada pela Webmotors registra R$ 53.449 na Fipe de setembro de 2026 para a versão automática.
A média nacional calculada pelo portal chega a R$ 54.124,36, mas os anúncios considerados variam de aproximadamente R$ 46.900 a R$ 63.900. A diferença mostra por que a referência de tabela, isoladamente, não determina se uma unidade representa ou não um bom negócio.
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Paulo Nogueira
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Quilometragem, conservação, localização e histórico de manutenção podem alterar de forma relevante o preço pedido. Um exemplar anunciado abaixo da Fipe pode exigir gastos posteriores, enquanto uma unidade acima da referência pode apresentar condições específicas que precisam ser avaliadas individualmente.
Motor aspirado trabalha com câmbio CVT
O conjunto mecânico utiliza motor 1.5 flex de quatro cilindros, 16 válvulas e aspiração natural, associado à tração dianteira. A ficha reunida pela Webmotors informa 127 cv com etanol e 125 cv com gasolina, sem turbocompressor ou sistema híbrido.
O torque máximo chega a 15,7 kgfm com etanol e 15,5 kgfm com gasolina, entregue a 4.000 rpm. Essa configuração concentra sua força em rotações mais altas do que motores turbo modernos, característica própria da arquitetura aspirada usada no modelo.
Na versão automática, o propulsor trabalha com transmissão continuamente variável. O CVT altera a relação de transmissão sem depender de uma sequência convencional de engrenagens e também permite simular seis marchas quando o motorista deseja maior intervenção durante a condução.
O consumo informado para essa configuração chega a 9,7 km/l na cidade e 11,6 km/l na estrada com gasolina. Quando abastecido com etanol, o T5 registra 6,7 km/l no ciclo urbano e 7,8 km/l no rodoviário.
Esses números servem como referência de desempenho da versão, mas não representam resultado garantido em qualquer exemplar usado. Condições mecânicas, relevo, trânsito, combustível, calibragem dos pneus, carga transportada e uso do ar-condicionado podem modificar o consumo obtido no cotidiano.
Porta-malas de 600 litros é um dos destaques
A capacidade de bagagem é uma das características mais marcantes da ficha do T5. O modelo possui porta-malas declarado de 600 litros, volume também registrado em teste da Quatro Rodas com o T5 CVT.
O compartimento amplo aparece em uma carroceria com aproximadamente 4,32 metros de comprimento, 1,76 metro de largura e 1,62 metro de altura. A distância entre-eixos é de 2,56 metros, enquanto o tanque de combustível comporta 45 litros.
A combinação do tanque com o consumo rodoviário informado permite chegar a uma autonomia matemática de 522 quilômetros ao multiplicar 45 litros por 11,6 km/l. O valor é apenas uma referência, porque não considera reserva, variações de consumo nem diferenças entre as condições de teste e o uso real.
A cabine acomoda cinco ocupantes e traz equipamentos como ar-condicionado, piloto automático, bancos revestidos em couro, retrovisores com rebatimento elétrico e sensor de estacionamento traseiro. A lista inclui ainda conexão USB, Bluetooth, espelhamento para celular, luzes de condução diurna e sensor crepuscular.
Na segurança, o T5 reúne controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, freios ABS e sistema ISOFIX para cadeirinhas infantis. A versão conta com dois airbags, ponto que deve ser considerado na comparação com SUVs usados derivados de projetos mais recentes.
A suspensão adota sistema independente McPherson no eixo dianteiro e eixo de torção na traseira. A direção tem assistência elétrica, enquanto os freios utilizam discos nas quatro rodas, ventilados na dianteira e sólidos no eixo traseiro.
Preços oscilaram pouco ao longo de 2026
A referência do T5 CVT 2018 permaneceu próxima dos R$ 50 mil durante 2026. A Fipe passou de R$ 53.561 em janeiro para R$ 53.449 em setembro, apesar de oscilações intermediárias ao longo do período.
A comparação dos registros da Webmotors feita pelo CPG mostra que a menor referência foi de R$ 52.164, em abril, e a maior chegou a R$ 54.275, em fevereiro. Entre janeiro e setembro, a diferença ficou em apenas R$ 112 para baixo.
O intervalo observado nos anúncios é bem maior do que essa oscilação da tabela. Entre aproximadamente R$ 46.900 e R$ 63.900, há quase R$ 17 mil de diferença entre os extremos registrados pela plataforma, o que reforça a necessidade de avaliar cada veículo além do preço anunciado.
Em uma unidade usada, o funcionamento do câmbio CVT merece atenção específica. Histórico de manutenção, fluido correto e comportamento durante acelerações devem ser conferidos, assim como ruídos, trancos ou respostas anormais que possam justificar um diagnóstico especializado antes da compra.
A inspeção também deve abranger pneus, suspensão, freios, ar-condicionado, componentes elétricos, documentação e sinais de reparos estruturais. Em um veículo com vários anos de circulação, uma avaliação independente ajuda a distinguir características normais do modelo de problemas presentes apenas naquele exemplar.
Disponibilidade regional de peças, oficinas familiarizadas com a marca, custo do seguro e manutenção preventiva completam a análise. Esses gastos podem alterar significativamente o custo de propriedade mesmo quando o valor de compra fica abaixo da referência da Fipe.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

