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Ônibus bate na traseira de carreta no Paraná, pega fogo de madrugada e dois bombeiros que viajavam como passageiros, mesmo feridos, forçam saída, retiram idosos e motorista preso às ferragens e usam cerca de 20 extintores antes de veículo ser consumido pelas chamas
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 07/09/2026 às 19:31
Atualizado em 07/09/2026 às 19:32
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Acidente no km 360 da BR-376 ocorreu por volta das 2h30; coletivo levava 13 passageiros e o motorista, e nove pessoas tiveram lesões leves, segundo a PRF
Uma viagem de ônibus entre Umuarama e Curitiba se transformou em uma operação de resgate no meio da madrugada depois que o coletivo atingiu a traseira de uma carreta e começou a pegar fogo na BR-376, em Ortigueira, no Paraná.
Entre os próprios passageiros estavam dois integrantes do Corpo de Bombeiros. Mesmo machucados pela colisão, o cabo Vinícius Alexandre Grunberg Garcia e o cadete Danilo de Oliveira Kitzberger se levantaram e começaram a retirar as pessoas enquanto a fumaça tomava o veículo. O relato dos militares foi divulgado por veículos como Bem Paraná e TNOnline, enquanto os dados do acidente foram informados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ônibus atingiu a traseira de uma carreta no meio da madrugada
O acidente aconteceu por volta das 2h30 de 31 de agosto, no km 360 da BR-376. De acordo com a PRF, a carreta, com placas de São João do Ivaí, trafegava pela faixa da direita quando foi atingida na traseira pelo ônibus.
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Paulo Nogueira
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O coletivo transportava 13 passageiros e um motorista de 29 anos e fazia a ligação entre Umuarama e Curitiba. A carreta transportava milho, segundo o registro da PRF, embora algumas das primeiras reportagens sobre o resgate tenham citado soja.
A violência do impacto imobilizou os veículos e provocou o bloqueio da rodovia. Pouco depois da colisão, fumaça e fogo começaram a se espalhar pelo ônibus.
Dois bombeiros viajavam no próprio ônibus e também ficaram feridos
O que ninguém esperava era que entre os passageiros estivessem dois bombeiros militares de Umuarama. Vinícius e Danilo viajavam como passageiros e estavam usando cinto de segurança no momento da batida.
Ainda assim, o impacto foi forte. Segundo o relato do cabo Vinícius, havia pessoas caídas e muita fumaça dentro do coletivo quando os dois conseguiram se levantar e começaram a avaliar os demais ocupantes.
Os próprios militares tinham se machucado. Vinícius sofreu contusão no tórax e queimadura de primeiro grau no braço, enquanto Danilo teve uma contusão na face. As lesões, porém, só receberam maior atenção depois que os passageiros estavam afastados do perigo.
Porta precisava ser aberta enquanto fumaça já tomava o coletivo
Com o interior ficando cada vez mais tomado pela fumaça, os bombeiros iniciaram a retirada dos passageiros. Segundo Vinícius, eles conseguiram abrir a saída e começaram a levar as pessoas para fora rapidamente.
Entre os ocupantes havia idosos e pessoas com dificuldade de locomoção, conforme os relatos divulgados após o acidente. Parte deles seguia para Curitiba para consultas ou tratamentos médicos.
O cabo contou que já havia pensado em uma segunda alternativa caso não fosse possível utilizar a porta: quebrar uma janela de emergência para criar outra saída.
Todo o primeiro trabalho de retirada levou aproximadamente 15 minutos, de acordo com o relato do militar.
Quando passageiros estavam fora, motorista ainda permanecia preso na frente do ônibus
O perigo, porém, ainda não tinha acabado. Depois de ajudar os demais ocupantes, os bombeiros voltaram para a parte dianteira do veículo e encontraram o motorista preso às ferragens.
Segundo o relato reproduzido pelo Bem Paraná, ele estava com as pernas imobilizadas e apresentava fratura em uma delas. O problema era que as chamas já se aproximavam da região onde o condutor permanecia preso.
Sem equipamentos próprios para desencarceramento naquele momento, Vinícius e Danilo começaram a trabalhar com o que tinham disponível.
Motorista da carreta entregou um extintor e outros condutores começaram a parar para ajudar
O motorista da carreta forneceu um extintor, utilizado para controlar o fogo por alguns instantes enquanto os dois militares tentavam liberar o condutor do ônibus.
Eles conseguiram retirar o motorista e levá-lo para uma área segura. Enquanto isso, outros condutores que passavam pela BR-376 perceberam a situação e começaram a parar para ajudar.
A tentativa de impedir que o incêndio avançasse ganhou reforço com os extintores trazidos pelos motoristas. Cerca de 20 extintores chegaram a ser utilizados durante a ocorrência, segundo o relato dos bombeiros.
Mesmo com o esforço, o fogo continuou crescendo.
Bombeiros voltaram ao ônibus para verificar se ninguém havia ficado para trás
Mesmo depois da retirada dos ocupantes, Vinícius e Danilo ainda retornaram ao interior do coletivo para fazer uma nova varredura e confirmar que ninguém permanecia dentro do ônibus.
Nesse momento, também ajudaram passageiros a retirar algumas bagagens. Pouco depois, as condições deixaram de permitir qualquer aproximação e as chamas avançaram por praticamente toda a estrutura.
O ônibus acabou consumido pelo incêndio. Imagens feitas no local mostram o coletivo completamente tomado pelo fogo às margens da rodovia.
PRF confirmou nove vítimas com lesões leves
As primeiras informações publicadas durante a madrugada chegaram a mencionar 14 feridos. Posteriormente, entretanto, a PRF informou oficialmente que nove pessoas tiveram lesões leves.
As vítimas foram atendidas por equipes da concessionária Motiva e do Samu e encaminhadas para hospitais de Ortigueira. Os motoristas do ônibus e da carreta fizeram teste do etilômetro, e nenhum dos dois apresentou resultado positivo para consumo de álcool.
A BR-376 permaneceu bloqueada durante o atendimento. O trânsito foi totalmente liberado às 6h45, depois de um congestionamento que chegou a aproximadamente 6 quilômetros.
Causa da colisão ainda será determinada pela perícia
Apesar dos relatos sobre o momento do impacto, ainda não havia uma conclusão oficial sobre o que levou o ônibus a atingir a traseira da carreta.
A PRF informou que produzirá um Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito (LPST) para esclarecer as circunstâncias e determinar as causas da colisão.
O que já está confirmado é que os ocupantes conseguiram deixar o coletivo antes de o incêndio consumi-lo. No meio daquela madrugada, dois dos próprios passageiros tinham justamente o treinamento necessário para entender a gravidade da fumaça, organizar a retirada das pessoas e continuar agindo enquanto as chamas avançavam.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

