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Motorista de aplicativo aceita corrida em um domingo para levar candidata atrasada ao Enem, percebe que uma rua interditada faria o GPS indicar chegada depois do horário e decide não desistir da viagem; ele busca uma rota alternativa, corre até o portão e ainda evita que a estudante perca a prova
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/09/2026 às 14:22
Atualizado em 13/09/2026 às 14:28
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Relato de Marlon Luz, identificado no livro como motorista de São Paulo (SP), situa a história entre o início de sua atuação na Uber, em 2015, e a primeira edição da obra, em 2020; o capítulo não registra bairro, escola nem a data exata da corrida.
Marlon Luz, identificado na obra como motorista de São Paulo (SP), relata ter atendido em um domingo de Enem uma candidata chamada Sara, que já entrou no carro atrasada. A corrida começou em um bairro residencial não identificado e ganhou urgência quando um bloqueio alterou a previsão do GPS.
O episódio aparece no capítulo “Atrasada para o Enem”, do livro 100 Histórias Inusitadas de Motoristas Uber. A própria obra fornece parte do contexto que faltava ao relato: Marlon informa que trabalha como motorista da Uber desde 2015 e o livro teve sua primeira edição publicada em 2020.
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Essas informações permitem situar a história dentro desse período, embora o capítulo não registre o ano, o mês ou o dia da corrida. O livro também identifica Marlon como motorista de São Paulo (SP), mas não informa o bairro, a instituição de ensino ou o endereço do local de prova, o que impede atribuir ao episódio uma localização mais específica.
No relato, a corrida de aplicativo para levar uma candidata a uma prova começou depois que Sara desistiu da carona do pai. Ela explicou que o veículo da família, descrito como um carro mais antigo, não havia funcionado e que a tentativa de consertá-lo consumiu parte do tempo disponível.
Ao abrir o aplicativo de navegação, Marlon encontrou inicialmente uma estimativa de chegada às 12h59. Ele consultou as opções disponíveis e identificou uma rota alternativa que indicava chegada às 12h58, margem pequena diante da preocupação apresentada pela passageira.
Interdição mudou a previsão do GPS
O trajeto seguia normalmente até que uma rua prevista no caminho estava sendo interditada. Marlon relata que uma companhia de energia trabalhava no local e que aparentemente havia troca de postes, circunstância que impedia a passagem do veículo pela rota indicada.
Com a necessidade de desviar, a previsão de chegada passou para aproximadamente 13h02. O horário era decisivo porque os procedimentos oficiais do Enem divulgados pelo Inep estabelecem o fechamento dos portões às 13h, no horário de Brasília, sem permitir o ingresso de candidatos depois desse limite.
O livro descreve Sara chorando quando percebeu a nova estimativa. Marlon conta que acelerou o deslocamento dentro do que considerava possível e passou por um sinal amarelo, ação que, segundo sua própria estimativa, permitiu recuperar cerca de um minuto, mas ainda não resolveria o atraso indicado pelo GPS.
Enquanto acompanhava o mapa, ele percebeu que o sistema sugeria seguir adiante para fazer um retorno por causa do sentido das ruas. Em vez de cumprir todo esse trecho, procurou uma forma de parar antes, em uma via lateral próxima ao destino.
O uso do Waze durante o trajeto aparece no relato como referência para as estimativas de chegada e para a comparação das rotas. Marlon decidiu, porém, não completar de carro o retorno sugerido pelo sistema.
“Ou eu assumo o controle da situação e ajudo essa moça”, escreveu o motorista ao relembrar o momento. A solução escolhida foi estacionar em uma rua lateral e completar o trecho restante a pé, reduzindo a distância que ainda separava Sara do portão.
O plano foi explicado à passageira antes do desembarque. Ela teria de sair assim que o carro parasse e correr até a entrada do local de prova, enquanto Marlon também deixaria o veículo para tentar chegar ao portão antes dela.
Corrida terminou nos últimos metros até o portão
Quando alcançaram a rua lateral, Sara desembarcou e o motorista também saiu do carro. Marlon relata que trancou o veículo e correu à frente da estudante por cerca de 100 metros, acrescentando que a distância pode ter sido um pouco maior.
Ao chegar à entrada, ele encontrou o responsável pelo controle de acesso começando a fechar um portão de correr. Marlon afirma que pediu para o funcionário aguardar e conseguiu retardar o fechamento por aproximadamente cinco segundos enquanto Sara completava os últimos metros.
De acordo com o relato, a candidata passou pelo portão antes que o acesso fosse encerrado. O livro encerra a participação de Sara nesse ponto e não informa sua nota, seu desempenho na prova ou qualquer consequência acadêmica posterior.
O horário mencionado pela passageira também exige uma distinção. Sara teria dito ao motorista que a prova começava às 13h, mas as regras do Enem usam esse horário como limite para o fechamento dos portões; o início da aplicação ocorre posteriormente.
O fato relevante para a corrida, portanto, era a impossibilidade de entrar depois do fechamento. Foi essa diferença que tornou crítica a mudança da estimativa de 12h59 para 13h02 e levou Marlon a abandonar a ideia de chegar de carro exatamente ao endereço indicado.
O próprio livro é a fonte dos limites geográficos e temporais disponíveis para reconstruir o caso: o capítulo informa apenas que a chamada ocorreu em um bairro residencial, em um domingo de Enem, enquanto identifica seu narrador como motorista de São Paulo (SP). A trajetória apresentada na obra começa em 2015 e a primeira edição é de 2020, sem indicação mais precisa da data do episódio.
Marlon não associa sua iniciativa a qualquer resultado posterior da estudante. Ao encerrar a história, explica a atitude tomada naquele deslocamento com uma frase sobre sua disposição de ajudar passageiros quando considera possível: “Gosto de ter empatia com as pessoas”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

