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Cidade mais honesta do Brasil? Morador esquece fone de ouvido em ponto turístico, anda 500 metros até academia e só percebe 40 minutos depois; ao retornar, encontra uma surpresa no banco
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/08/2026 às 19:29
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Relato de Peterson Fontes viralizou depois que o profissional de marketing recuperou o aparelho no mesmo banco da Beira-Mar Continental; a história chamou ainda mais atenção porque Florianópolis tem a menor taxa estimada de homicídios entre as capitais brasileiras.
Peterson Fontes só percebeu que havia esquecido o fone de ouvido depois de sair da Beira-Mar Continental, em Florianópolis, caminhar cerca de 500 metros até uma academia e chegar ao vestiário para trocar de roupa.
Quando decidiu voltar ao ponto onde havia feito uma gravação, cerca de 40 minutos já haviam passado, mas o aparelho continuava exatamente sobre o banco em que havia sido deixado.
O profissional de marketing havia retirado o fone durante o trabalho na orla e seguiu para a academia sem perceber o esquecimento, conforme o relato que ganhou repercussão nas redes sociais e foi reproduzido pelo Jornal Razão.
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A lembrança veio somente no vestiário, depois que ele já havia percorrido o trajeto até o local onde pretendia treinar, o que o levou a refazer o caminho sem saber se o equipamento ainda estaria no espaço público.
Ao chegar novamente ao banco, encontrou o fone no mesmo ponto, sem precisar procurar quem pudesse tê-lo recolhido ou buscar o aparelho em algum estabelecimento próximo.
“Faz uma meia hora, 40 minutos, voltei aqui e estava no mesmo lugar. Isso é o espírito manezinho, catarinense. Isso é Floripa”, relatou Peterson no vídeo divulgado após recuperar o equipamento.
A publicação recebeu centenas de reações e parte dos comentários atribuiu o desfecho ao acaso, enquanto o morador relacionou a experiência à percepção que tem sobre Florianópolis e sobre as pessoas que vivem na cidade.
“Foi sorte mesmo, mas essa história também fala sobre Florianópolis. Uma cidade de boas pessoas”, afirmou ao responder às reações provocadas pelo episódio.
Florianópolis tem a menor taxa estimada entre as capitais
A repercussão do caso encontrou um dado que ajuda a contextualizar a percepção de segurança na capital catarinense, embora não permita medir a honestidade dos moradores nem prever o que aconteceria com um objeto esquecido em espaço público.
O Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), registra Florianópolis com a menor taxa estimada de homicídios entre as capitais brasileiras.
Com base nos dados de 2024, a capital catarinense aparece com 9,7 homicídios estimados por 100 mil habitantes, à frente do Distrito Federal, com 10,9, e de Curitiba, com 13,2, entre os menores resultados no levantamento.
O Atlas utiliza principalmente informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos vinculados ao Ministério da Saúde, para analisar diferentes dimensões da violência no Brasil.
Na edição de 2026, o estudo também considera estimativas de homicídios ocultos entre mortes violentas classificadas com intenção indeterminada, metodologia usada para reduzir distorções provocadas por problemas de classificação nos registros oficiais.
O indicador, portanto, trata de violência letal e não funciona como um ranking de honestidade, nem mede diretamente furtos ou a possibilidade de recuperação de celulares, fones, bicicletas e outros bens esquecidos ou deixados em locais públicos.
Episódio isolado virou relato sobre a cidade
No caso vivido por Peterson, também não há informação de que alguma pessoa tenha encontrado o fone durante aqueles 40 minutos e decidido deixá-lo no banco, ou de que alguém tenha permanecido no local protegendo o objeto.
O que o relato permite afirmar é que o aparelho ficou para trás quando o morador deixou a Beira-Mar Continental e ainda permanecia no mesmo ponto quando ele retornou depois de chegar à academia.
A distância tornou o episódio mais marcante para o próprio morador, porque ele já havia caminhado aproximadamente 500 metros, entrado no estabelecimento e trocado de roupa antes de perceber que estava sem o equipamento.
Peterson então refez o trajeto até a orla, onde confirmou que o fone não havia sido retirado do banco durante o período em que esteve ausente.
Ao usar a expressão “espírito manezinho”, ele associou pessoalmente o episódio à identidade de Florianópolis, enquanto a reação nas redes mostrou interpretações diferentes, incluindo usuários que consideraram a recuperação do objeto resultado de sorte.
A história ganhou repercussão justamente pela simplicidade da situação: um objeto eletrônico ficou exposto em um espaço público por dezenas de minutos enquanto o proprietário já estava em outro ponto da cidade.
Desta vez, o esquecimento não terminou em prejuízo. Depois de retornar à Beira-Mar Continental, Peterson recuperou o fone no mesmo banco onde havia deixado o aparelho e registrou ali o vídeo que levou a história às redes sociais.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

