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Esqueça a Fiat Strada: irmã mais nova da Saveiro surge sem camuflagem e promete levar mais de 700 kg em 2027, com duas cabines, produção no Paraná e eixo rígido com feixe de molas
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 26/08/2026 às 19:30
Atualizado em 26/08/2026 às 19:31
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Apresentada em Barretos, a nova picape da Volkswagen terá versões Robust e Extreme, arquitetura MQB adaptada ao transporte de carga e propostas distintas para trabalho e uso misto; preços, motores, dimensões e capacidades finais ainda serão detalhados antes da estreia comercial.
A Volkswagen apresentou a Tukan sem camuflagem e confirmou que sua nova picape chegará ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027, com cabine simples e cabine dupla e produção na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.
A revelação em Barretos mostrou duas propostas dentro da mesma família: a Robust, de cabine simples e voltada ao trabalho, e a Extreme, de cabine dupla, com acabamento mais elaborado e equipamentos destinados também ao uso cotidiano.
No comunicado oficial da Volkswagen, a fabricante informa que a Tukan será a primeira picape da marca desenvolvida sobre a arquitetura MQB e receberá suspensão traseira com eixo rígido e feixe de molas, solução adaptada às exigências de carga do projeto.
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A capacidade prometida é superior a 700 kg, conforme registrou a reportagem do UOL durante a apresentação.
Os números definitivos de carga útil para cada configuração e o volume das caçambas ainda não foram divulgados, o que impede tratar o patamar anunciado como uma especificação fechada para todas as versões.
Robust aposta no trabalho e em uma caçamba maior
A Tukan Robust apareceu com cabine simples, rodas de aço pretas e acabamento externo mais simples, combinação alinhada ao público profissional e a clientes que usam a picape diariamente para transportar ferramentas, equipamentos e outros tipos de carga.
A caçamba é mais longa que a encontrada na configuração de quatro portas, ampliando o espaço disponível para o transporte e deixando clara a diferença de função entre as duas carrocerias apresentadas pela Volkswagen.
Essa versão também aproxima a Tukan do universo hoje atendido pela Saveiro, que continua sendo a menor picape da Volkswagen no Brasil.
A fabricante, entretanto, evita apresentar oficialmente o novo modelo como substituto direto e fala em entrada em um segmento inédito para a marca.
A cabine simples permite disputar clientes de versões profissionais da Fiat Strada, enquanto a configuração de quatro portas amplia o alcance da Tukan para consumidores que dividem o uso da picape entre trabalho e deslocamentos pessoais.
Extreme leva a Tukan para uma proposta mais equipada
Na outra ponta está a Tukan Extreme, de cabine dupla, mostrada na cor Amarelo Canário e equipada com rodas de liga leve de 17 polegadas, pneus 205/55 R17 e detalhes pretos no teto, nos retrovisores e nas barras de teto.
Com quatro portas e espaço destinado a mais passageiros, a versão amplia o campo de atuação da nova picape e coloca a Volkswagen diante de modelos que combinam caçamba com uma configuração voltada também ao uso familiar, como a Chevrolet Montana.
Ainda faltam informações essenciais para uma comparação completa entre as concorrentes.
A Volkswagen não revelou preços, dimensões finais, volume da caçamba, gama comercial definitiva nem as combinações de motor e câmbio que estarão disponíveis em cada versão.
A fabricante confirmou que o projeto foi desenhado e desenvolvido no Brasil e terá 76% de peças nacionalizadas.
A Tukan também já acumulou mais de 2 milhões de quilômetros em avaliações realizadas ao longo do desenvolvimento.
Parte desses testes envolveu clientes que utilizam picapes em condições reais de trabalho.
A empresa afirma que as avaliações levaram a mudanças no sistema de admissão de ar para ambientes com poeira e a reforços na capacidade de refrigeração da climatização.
Eixo rígido e feixe de molas priorizam capacidade de carga
A principal mudança técnica em relação aos automóveis que utilizam a arquitetura MQB aparece na traseira.
A Tukan adota eixo rígido com feixe de molas, conjunto tradicionalmente associado a veículos que precisam suportar carga e condições mais severas de utilização.
A própria Volkswagen informou que a plataforma passou por evoluções específicas para a picape, incluindo essa solução de suspensão, desenvolvida para reunir robustez, capacidade de transporte e dirigibilidade mesmo diante de exigências diferentes das encontradas em um utilitário esportivo.
O arranjo ajuda a sustentar a promessa de superar os 700 kg de carga útil, mas esse valor ainda não deve ser tratado como especificação definitiva de todas as versões enquanto a fabricante não publicar a ficha técnica completa.
A arquitetura MQB é usada em veículos como o T-Cross, porém a aplicação na Tukan exigiu modificações estruturais.
O entre-eixos foi ampliado para acomodar a caçamba sem eliminar o espaço destinado aos ocupantes, especialmente na configuração de cabine dupla.
A Volkswagen também afirma que o projeto foi pensado para oferecer capacidade de carga, vão livre do solo e ângulo de entrada adequados ao uso de uma picape, mas as medidas finais desses itens ainda não foram divulgadas.
Com Robust e Extreme, a marca sinaliza uma gama capaz de partir de uma opção de trabalho com cabine simples e chegar a configurações mais equipadas com quatro portas, sem colocar a Tukan no mesmo porte da Amarok.
A Tukan será produzida em São José dos Pinhais e tem estreia comercial prevista para o primeiro semestre de 2027.
Até lá, preços, motores, dimensões, volume da caçamba e capacidade exata de cada configuração permanecem entre os dados ainda pendentes.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

