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Filho de ex-astro da NFL nasce com metade do coração, passa por três cirurgias e transplante, e experiência leva Greg Olsen a arrecadar mais de US$ 1 milhão para famílias de pacientes
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 09/09/2026 às 13:08
Atualizado em 09/09/2026 às 13:09
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TJ Olsen nasceu em 2012 com síndrome do coração esquerdo hipoplásico, enfrentou três cirurgias de peito aberto e recebeu um novo coração em 2021. A experiência motivou Greg e Kara Olsen a criar a HEARTest Yard, que oferece assistência gratuita a famílias de crianças com cardiopatias congênitas
Greg Olsen construiu uma carreira de 14 temporadas na NFL, tornou-se um dos principais jogadores da história do Carolina Panthers e disputou três Pro Bowls. No entanto, foi fora dos campos que o ex-atleta enfrentou o período mais difícil de sua vida, depois que um exame ainda durante a gestação revelou que seu filho nasceria com uma grave cardiopatia.
TJ Olsen nasceu em 2012 com síndrome do coração esquerdo hipoplásico, condição congênita na qual o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. O diagnóstico é descrito popularmente como nascer com “metade do coração”, devido às limitações provocadas pela formação incompleta do órgão.
A criança passou por três cirurgias de peito aberto durante os primeiros anos de vida. Os procedimentos permitiram que seu organismo continuasse funcionando, mas não representavam uma cura definitiva para o problema.
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Em 2021, quando TJ tinha 8 anos, a família recebeu a notícia de que o coração do menino estava falhando. Ele entrou na fila de transplantes e, no mesmo ano, recebeu um novo órgão.
A jornada médica transformou a experiência pessoal dos Olsen em um projeto permanente de assistência. Greg e a esposa, Kara, criaram a HEARTest Yard para oferecer às demais famílias recursos semelhantes aos que puderam garantir ao próprio filho.
Segundo a Medical University of South Carolina, o programa fornece gratuitamente serviços como enfermagem domiciliar, fisioterapia, fonoaudiologia e apoio durante a transição do hospital para casa.
Diagnóstico surgiu ainda durante a gestação
Greg e Kara descobriram a condição de TJ antes do nascimento, durante os exames realizados na gravidez. O menino é irmão gêmeo de Talbot, que nasceu sem problemas cardíacos graves, e irmão mais novo de Tate.
A síndrome do coração esquerdo hipoplásico altera o fluxo normal de sangue porque estruturas do lado esquerdo do órgão, responsáveis por bombear sangue rico em oxigênio para o corpo, são pequenas demais ou não se formam completamente.
Crianças com essa condição geralmente precisam de uma sequência de operações. TJ enfrentou as três cirurgias de peito aberto nos primeiros anos de vida e passou a viver com uma circulação modificada pelos procedimentos.
A rotina familiar foi dividida entre internações, consultas, exames e os compromissos profissionais de Greg Olsen. Na época, o jogador atuava pelo Carolina Panthers e chegou a sair do hospital diretamente para os treinamentos da equipe.
Quando TJ voltou para casa depois da primeira cirurgia, Greg e Kara contrataram uma enfermeira para acompanhar a criança. O atendimento domiciliar ajudou a família durante o período considerado mais delicado, entre os primeiros procedimentos cardíacos.
Os custos desse suporte, porém, não eram cobertos pelo seguro. A família percebeu que muitos pais de crianças cardiopatas não conseguiriam pagar pelo mesmo tipo de assistência.
Além das despesas médicas, alguns responsáveis precisavam interromper o trabalho para permanecer ao lado dos filhos. Outros enfrentavam custos com deslocamento, medicamentos, alimentação e terapias depois da alta hospitalar.
Foi a partir dessa realidade que os Olsen estruturaram a HEARTest Yard, criada em 2013 como parte da Receptions for Research: The Greg Olsen Foundation.
Programa oferece atendimento domiciliar gratuito
A proposta inicial da HEARTest Yard era disponibilizar cuidados de enfermagem dentro da residência sem cobrar das famílias. O serviço buscava reduzir os riscos de complicações e tornar mais segura a passagem da criança do hospital para casa.
Com o tempo, o atendimento foi ampliado e passou a incluir fisioterapia, fonoaudiologia e orientação aos cuidadores. O programa também procura atender necessidades que surgem fora do ambiente hospitalar e que nem sempre são cobertas por planos de saúde.
O projeto começou na região de Charlotte, na Carolina do Norte, em parceria com o Levine Children’s Hospital. Posteriormente, expandiu a atuação para a Carolina do Sul e iniciou uma colaboração com o MUSC Shawn Jenkins Children’s Hospital, em Charleston.
A mudança ocorreu depois do transplante de TJ. Enquanto acompanhava o filho no processo, a família começou a discutir formas de levar os serviços a mais crianças com cardiopatias congênitas em diferentes partes das Carolinas.
A experiência também resultou na criação de eventos beneficentes. Um deles é o HEARTest Yard Celebrity Classic, realizado em Kiawah Island, com recepção, leilão, apresentações musicais e torneio de golfe.
A edição de 2025 reuniu celebridades, ex-companheiros de Greg Olsen no Panthers e apoiadores do programa. Entre os participantes anunciados estavam Luke Kuechly, Jonathan Stewart, Joe Buck, Ryan Cabrera e Hannah Ellis.
Eventos ultrapassaram US$ 1 milhão para hospital infantil
As quatro primeiras edições do Celebrity Classic levantaram mais de US$ 1 milhão para iniciativas ligadas aos pacientes cardíacos do MUSC Shawn Jenkins Children’s Hospital.
Em junho de 2025, antes da quarta edição, a universidade informou que o evento já havia arrecadado aproximadamente US$ 900 mil desde sua criação, em 2022. Dois meses depois, a ABC News 4 noticiou que a marca de US$ 1 milhão havia sido superada.
Os recursos ajudam a financiar cuidados domiciliares e programas internos do setor de cardiologia pediátrica. Parte das contribuições também deverá reforçar uma iniciativa voltada à readaptação de crianças que passaram longos períodos internadas.
A fundação assumiu ainda o compromisso de destinar US$ 300 mil por ano, durante cinco anos, para lançar e manter o futuro HEARTest Yard Family Wellness and Resource Center no hospital.
O centro deverá oferecer apoio à saúde mental e emocional de pacientes, responsáveis, irmãos e demais integrantes da família. A proposta reconhece que uma cardiopatia congênita não afeta somente a criança submetida ao tratamento.
TJ recebeu o transplante no verão norte-americano de 2021. Depois da recuperação, voltou à escola e passou a praticar esportes, embora continue submetido a acompanhamento médico periódico.
Para Greg Olsen, conhecer outras crianças e conversar com pais que enfrentam as mesmas incertezas vividas por sua família reforça a necessidade de manter o programa. A experiência que começou com o diagnóstico do filho, ainda durante a gestação, transformou-se em uma rede de cuidados que já alcança famílias em diferentes comunidades das Carolinas.
Na sua opinião, iniciativas como a HEARTest Yard deveriam inspirar mais atletas e personalidades a financiar o atendimento e a recuperação de crianças com doenças graves?
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Caio Aviz
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

