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Antaq utiliza drones para fiscalizar obras portuárias em Porto Velho, acompanhar investimentos da Cargill e identificar possíveis irregularidades ambientais.
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 19/10/2026 às 19:45
Atualizado em 19/10/2026 às 19:50
Logística e Transporte
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Antaq utiliza drones para fiscalizar obras portuárias em Porto Velho, acompanhar investimentos da Cargill e identificar possíveis irregularidades ambientais.
A utilização de drones está transformando a maneira como obras e instalações portuárias são monitoradas e fiscalizadas no Brasil. Por meio de fotografias aéreas detalhadas e ferramentas de modelagem digital, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) pode acompanhar o andamento dos empreendimentos, verificar se os serviços executados estão de acordo com os projetos autorizados e produzir registros que auxiliam as atividades de fiscalização.
A adoção desses recursos acompanha os esforços do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária brasileira. Nesse contexto, a Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I-Portos), instituída em setembro de 2026, busca incentivar a aplicação de novas tecnologias e integrar a inovação ao planejamento e ao desenvolvimento do setor.
Em Porto Velho, Rondônia, os equipamentos já foram utilizados em duas frentes de fiscalização: no monitoramento das obras de um novo terminal privado destinado à movimentação de grãos e na avaliação de melhorias executadas no porto público.
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As experiências demonstram como o uso de imagens captadas do alto pode facilitar a análise do avanço dos investimentos, além de contribuir para a verificação das responsabilidades assumidas pelos operadores portuários.
Drones acompanham construção do terminal da Cargill em Porto Velho
Em Porto Velho (RO), a construção do terminal privado da Cargill contou com uma ferramenta que permitiu acompanhar as mudanças no terreno sem depender apenas das inspeções convencionais. Desde o começo dos trabalhos, drones sobrevoaram o local para documentar o progresso da instalação.
O material coletado foi transformado em mapas digitais detalhados, conhecidos como ortomosaicos, que reúnem fotografias aéreas associadas a coordenadas geográficas. A partir dessas informações, os responsáveis pela fiscalização puderam identificar as alterações ocorridas na estrutura e conferir se o desenvolvimento da obra correspondia aos prazos e às especificações autorizadas.
O monitoramento se estendeu até junho de 2026, mês em que a construção foi finalizada, permitindo reunir um panorama completo das transformações realizadas na área durante a implantação do empreendimento.
Ao reunir registros aéreos feitos em diferentes fases da construção, os fiscais conseguem identificar o que mudou no local, verificar o ritmo de execução dos serviços e avaliar se os trabalhos estão seguindo o planejamento previsto.
Dependendo das características da vistoria, as informações coletadas também podem ser convertidas em representações em três dimensões e mapas digitais de elevação, que ajudam a examinar com maior precisão o relevo da área e as estruturas existentes.
Antaq utiliza drones para fiscalizar melhorias no Porto Público de Porto Velho
No Porto Público de Porto Velho (RO), a utilização de drones também passou a fazer parte das atividades de fiscalização dos investimentos em modernização previstos na renovação do contrato de arrendamento.
A tecnologia foi utilizada para conferir as melhorias realizadas em equipamentos como correias transportadoras, elevadores de carga e sistemas de coleta de partículas. Com as imagens obtidas durante os sobrevoos, os fiscais puderam analisar as instalações sem precisar acessar áreas elevadas, reduzindo a exposição aos riscos desse tipo de inspeção.
Outro benefício foi a possibilidade de conferir as condições dos equipamentos por meio de registros independentes dos documentos fornecidos pela empresa responsável. Essas informações podem ser incorporadas a relatórios técnicos e processos administrativos, servindo como evidências para avaliar a situação das instalações e confirmar se as exigências estabelecidas em contrato estão sendo atendidas.
Monitoramento aéreo também ajuda a identificar irregularidades ambientais
A fiscalização ambiental também ganha novas possibilidades com o monitoramento aéreo. As imagens captadas pelos drones podem revelar situações que merecem atenção, como perdas de materiais durante a movimentação de cargas, presença de substâncias derramadas na água e intervenções realizadas em áreas sem a devida autorização.
Ao localizar esses possíveis problemas, os órgãos responsáveis conseguem orientar as inspeções para os pontos que necessitam de uma análise mais detalhada e, quando necessário, da adoção de medidas corretivas.
Uso de drones pela Antaq começou em 2016 e se expandiu para outras regiões
A experiência da Antaq com drones em Porto Velho (RO) teve início em 2016, quando Wescley Ferreira de Sousa, especialista em regulação e chefe da unidade regional da agência na cidade, começou a testar o uso desses equipamentos nas atividades de fiscalização. Conhecidos oficialmente na legislação brasileira como aeronaves não tripuladas, os dispositivos passaram a oferecer novas formas de examinar a infraestrutura portuária e reunir informações sobre as condições dos empreendimentos.
Segundo Wescley, uma das principais vantagens está na possibilidade de visualizar áreas e equipamentos por diferentes perspectivas, obtendo registros que contribuem para avaliações mais detalhadas. “Com as imagens aéreas, conseguimos observar estruturas de diferentes ângulos e registrar detalhes que ajudam a entender melhor as condições das instalações. Isso dá mais elementos para a análise dos fiscais e para a documentação das inspeções”, explica.
A utilização dessa tecnologia não se limita a Porto Velho. Unidades regionais da Antaq em Salvador (BA), Vitória (ES) e Curitiba (PR) também recorrem aos drones para documentar estruturas portuárias, observar mudanças provocadas por intervenções e coletar informações que apoiam as inspeções. Na prática, os equipamentos funcionam como um recurso complementar ao trabalho dos profissionais da agência.
Os registros permitem consultar as condições de uma instalação em diferentes períodos, identificar alterações e reunir evidências sobre o andamento de obras e investimentos. Embora não dispensem as avaliações técnicas presenciais quando necessárias, as imagens aéreas tornam a documentação mais completa e ajudam a verificar se os projetos e os compromissos contratuais estão sendo executados conforme o previsto.
Fonte
gov.br
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

