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Novo navio de pesquisa terá hangar submarino capaz de lançar e recuperar robôs abaixo das ondas para ampliar missões no fundo do mar
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 19/10/2026 às 19:39
Atualizado em 19/10/2026 às 19:40
Setor Offshore
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Tecnologia da norueguesa Kongsberg permitirá que veículos autônomos entrem e saiam da embarcação por uma abertura no casco, reduzindo os riscos durante operações em alto-mar.
Lançar um robô submarino em alto-mar pode ser complicado quando as ondas dificultam sua aproximação do navio. Para enfrentar esse problema, a Kongsberg Maritime desenvolveu um sistema que permite lançar, recuperar e acoplar veículos autônomos abaixo da superfície. A empresa anunciou o contrato em 30 de setembro de 2026, em comunicado oficial. A tecnologia equipará um novo navio de pesquisa que a VARD está construindo para a Inkfish, organização dedicada à exploração científica dos oceanos.
Hangar submarino permitirá lançar robôs sem enfrentar diretamente as ondas
O principal diferencial do projeto está na maneira como os robôs entram e saem da embarcação.
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Normalmente, as equipes precisam lidar com o movimento das ondas durante o lançamento e a recuperação de equipamentos submarinos. Entretanto, o novo sistema pretende reduzir essa dificuldade.
Para isso, a Kongsberg combinará um hangar dedicado aos veículos autônomos com uma tecnologia de acoplamento abaixo da superfície.
Os robôs da família HUGIN poderão realizar essas manobras em uma região onde a influência das ondas é menor. Dessa forma, a empresa espera ampliar as condições em que o navio consegue realizar missões científicas.
O projeto utiliza uma abertura no casco conhecida como moonpool. Por meio dela, os equipamentos poderão acessar a água sem depender exclusivamente de manobras realizadas pela lateral da embarcação.
Além disso, o sistema contará com mecanismos para movimentar os veículos dentro do hangar e um guindaste para auxiliar nas operações.
Essa busca por operações submarinas mais eficientes também aparece no desenvolvimento de novos robôs. A Oceaneering apresentou recentemente o Momentum, um veículo submarino elétrico projetado para permanecer até 30 dias submerso, reduzindo a necessidade de recolhimento para manutenção.
Navio poderá operar vários veículos autônomos durante pesquisas oceânicas
Outro diferencial está na capacidade de trabalhar com mais de um robô submarino.
Em vez de utilizar um equipamento individual instalado em um contêiner, o novo navio terá um hangar integrado à sua estrutura.
Segundo a Kongsberg, essa configuração permitirá organizar a movimentação dos veículos e apoiar operações com uma frota de AUVs.
A sigla AUV significa Autonomous Underwater Vehicle, ou veículo subaquático autônomo. Diferentemente dos robôs controlados continuamente por operadores, esses equipamentos podem executar tarefas programadas durante suas missões.
Na pesquisa oceânica, eles ajudam a coletar informações sobre o fundo do mar e as condições do ambiente submarino.
Entretanto, mesmo com autonomia de navegação, os veículos precisam de procedimentos seguros para entrar e sair da água.
Por isso, o novo hangar busca facilitar justamente uma das etapas mais delicadas dessas operações.
O interesse por equipamentos capazes de trabalhar em profundidade também movimenta a indústria naval. A Jan De Nul, por exemplo, encomendou outro navio especializado na instalação e proteção de cabos submarinos, ampliando sua capacidade de executar trabalhos no leito oceânico.
Sistema será entregue em 2027 e poderá ampliar segurança das operações
A Kongsberg pretende montar e testar os equipamentos em sua unidade de Brattvåg, na Noruega, próxima às instalações de construção naval da VARD.
Segundo o cronograma divulgado, a entrega do sistema ocorrerá no final de 2027.
O contrato inclui a integração do hangar, mecanismos de movimentação dos veículos, equipamentos de logística interna e um guindaste para manuseio dos robôs.
Além disso, a tecnologia permitirá movimentar os equipamentos durante o carregamento no cais.
Para Ingar Hovden, gerente sênior de vendas da Kongsberg Maritime, a principal vantagem está em transferir as manobras de acoplamento para uma região menos afetada pelas ondas.
Assim, as equipes poderão ampliar as oportunidades de realizar pesquisas em condições marítimas mais exigentes.
Entretanto, a empresa não divulgou o valor do contrato nem informou a quantidade exata de robôs que o hangar poderá acomodar.
A tecnologia também poderá interessar a outros segmentos que dependem de operações submarinas. Na indústria offshore, por exemplo, a DOF utilizará veículos operados remotamente em uma campanha de retirada de infraestrutura no Mar do Norte.
Embora os equipamentos tenham funções diferentes, ambos os projetos mostram a importância dos sistemas de lançamento e recuperação para o trabalho abaixo da superfície.
No caso do navio da Inkfish, o objetivo principal será apoiar pesquisas oceânicas com veículos autônomos.
Com o novo hangar, a Kongsberg pretende tornar essas operações mais seguras e reduzir as limitações impostas pelas ondas. O desempenho efetivo, porém, dependerá dos testes e das condições encontradas durante as futuras missões.
Fonte
Kongsberg Maritime
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

